
Terça-feira, Junho 23, 2009
Alleycat Race em Lisboa - domingo 28 de Junho

Terça-feira, Junho 02, 2009
Reclamação à CARRIS
Uma vez que eu faço questão de publicitar as vantagens da intermodalidade bicicleta + transportes públicos e de divulgar as condições dos vários operadores em Lisboa, empenhei-me a escrever à Carris para obter um esclarecimento sobre as condições para o transporte de bicicletas dobráveis, algo que não está especificado pela empresa. Aqui segue um resumo da história e-mail por e-mail. Se não quiser ler tudo, salte a parte das citações e leia o resumo das conclusões no final.
A queixosa:
«Decidi comprar uma bicicleta pequena, que pesasse pouco, que se dobrasse, assim bem versátil. E consegui uma com apenas 10kg, roda 14, que se dobra toda e tem a possibilidade de ficar bastante pequena. Desta forma, poderia transporta-la nos transportes e ir até eles e até ao trabalho. Trabalho perto do Palácio Nacional da Ajuda e quer saindo na estação de Belém, quer saindo em Algés todos os caminhos são a subir... daí que me convém apanhar um autocarro e fazer um pouco de caminho de bicicleta.
Mas acontece que não conheço muito e gostava que me informassem sobre o transporte deste tipo de objectos nos autocarros públicos da carris. Dizem-me: " bicicletas aqui só aos fins de semana"; "não pode trazer aqui a bicicleta, se aparecer o fiscal a senhora é responsável"; "não pode trazer isso aqui, já viu aquilo ali? (e aponta para um letreiro que se encontrava por cima do lugar do motorista, que dizia que não era permitido transportar bagagens grandes). Quanto mais uma bicicleta!". Comentários deste género deixam-me bastante triste...e desanimada... Mas que hei-de eu fazer?
Não há coerência nos vários transportes. Na CP já não há qualquer tipo de problema e na CARRIS uns motoristas reclamam e outros não dizem nada.
(...) Quer dizer compro eu uma bicicleta bem pequenina para poder andar com ela nos transportes e vou ter que a arrumar como as outras?
Qual é a lei exactamente para o transporte destes veiculos nos transportes públicos?»
O pedido de esclarecimento à Carris:
«acabo de receber uma reclamação de uma cliente da Carris que teve alguns problemas com o transporte da sua bicicleta dobrável nos vossos autocarros. Como saberão, as bicicletas dobráveis, quando dobradas, ocupam o espaço equivalente a uma pequena mala de mão. No entanto, segundo a queixosa, as regras não são claras e estão sujeitas à interpretação dos condutores, permitindo-lhe o acesso nalgumas vezes e vedando-o noutras.
Deste modo, venho assim pedir o esclarecimento das regras da Carris para o transporte de bicicletas dobradas nos seus autocarros de forma a facilitar a escolha aos utentes que queiram fazer viagens partilhadas de bicicleta+autocarro, usufruindo das vantagens da intermodalidade nos transportes.
A resposta da Carris (pelo provedor do cliente):
«Encontra-se legalmente estabelecido (art.º 167º do Regulamento dos Transportes em Automóveis) que no transporte urbano a bagagem deve ser transportada nos lugares adequados e desde que, pelas suas dimensões e natureza, não incomode ou prejudique os outros passageiros ou danifique os veículos.
Assim, o transporte de bagagem de grande dimensão (do tipo volumes ou malas de viagem) não é compatível com a tipologia dos veículos urbanos da Carris e é susceptível de causar prejuízo ou incómodo aos restantes passageiros, nomeadamente no caso de veículos com ocupação significativa.
Assim, nos veículos da Carris apenas deverá ser transportada “bagagem de dimensão reduzida”, a qual deverá ser colocada preferencialmente nos locais a tal destinados (nos autocarros, normalmente sobre a roda da frente esquerda).
A título de referência, deve entender-se por “bagagem de dimensão reduzida” a que tiver as dimensões máximas de 55 x 40 x 20 cm.
A aplicação desta restrição de acesso é particularmente importante junto aos terminais de transporte pesado, particularmente no Aeroporto. Neste local, existem carreiras especialmente vocacionadas para o transporte de passageiros com bagagem: AeroBus (carreira 91) e AeroShuttle (carreira 96).
Esta restrição deverá ser aplicada com a conveniente flexibilidade, nomeadamente em caso de reduzida ocupação dos veículos em que não se verifique risco ou incómodo para os restantes passageiros.
Esta situação é decorrente de inúmeras reclamações de clientes que chegam por vezes a não ter possibilidades de ocupar lugares (bancos), ocupados com bagagem e pondo em causa a segurança de outros passageiros.
Relativamente ao transporte, como bagagem, de uma bicicleta dobrável será necessário perceber para além das características dimensionais que, segundo a informação, não ultrapassam as dimensões de uma pequena mala de mão, se existem outras características que possam pôr em causa a segurança e conforto dos restantes passageiros, tais como partes metálicas salientes.
Sendo objectivo dos condicionamentos ao transporte de bagagem a salvaguarda da segurança e conforto da generalidade dos passageiros, estão transmitidas aos nossos Tripulantes instruções no sentido de aplicarem estes condicionamentos com flexibilidade tendo em consideração a ocupação dos veículos.»
Já leu tudo? Se não, eu resumo: a Carris tem definidas as medidas máximas da bagagem que se pode transportar em qualquer situação (55 x 40 x 20 cm). Para todas as bagagens (e bicicletas) que ultrapassem estas medidas, a Carris deu instruções aos motoristas para serem flexíveis sempre que a ocupação do autocarro seja reduzida.O problema para os ciclistas ávidos de intermodalidade com bicicletas dobráveis é que a excepção não faz a regra e não se pode contar com a benesse dos motoristas e da empresa numa base diária e muito menos num percurso casa-trabalho que exige horários apertados e pouca margem para "eventualidades".
Se eu fosse júri de um prémio de mobilidade em bicicleta para empresas de transporte teria este factor em conta para atribuir ou não um prémio (ei, espera lá...eu posso criar o meu próprio prémio mobilidade! E oferecer a minha simpatia e reconhecimento em troca). Não basta parecer que se é amigo das bicicletas; abrir uma excepção para as bicicletas dobráveis é sinónimo de ausência de uma política empresarial dedicada ao seu transporte.
Penso que todos os ciclistas compreendem as razões alegadas pela Carris no que respeita à segurança e falta de espaço e todos devemos concordar que a primazia deve ser dada ao transporte de passageiros e não de bagagens - primeiro as pessoas, depois os seus bens. No entanto, esta "flexibilidade" que pode parecer simpática (e é, mas não passa disso mesmo) cria uma espécie de limbo no qual os utentes não podem confiar, ninguém pode planear uma viagem com rigor em função dessa flexibilidade.
A solução, caso a Carris queira ser mais do que uma "entidade simpática" para os utilizadores de bicicleta (dobrável e não só), implicará criar regras claras e menos sujeitas às vicissitudes do dia-a-dia. E isso dá trabalho, ao contrário de abrir excepções quando os autocarros estão vazios, que é fácil. Já fizemos referência no Bicicleta na Cidade a uma solução que a Carris poderá adoptar, que facilita o transporte de bicicletas a qualquer hora - a instalação de suportes exteriores, como estes das imagens abaixo.
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Sábado, Maio 09, 2009
Retro anos 90
Foi com uma bicicleta em tudo igual às suas contemporâneas que comecei a fazer as minhas primeiras viagens urbanas, dentro e fora do subúrbio onde vivia. Era uma "Alpestar", que convivia com nomes sonantes à época tais como "Esmaltina" e "IBA", só para referir dois de uma extensa lista. A minha Alpestar azul custara nova 20 contos (100 Euros) e fez-me poupar muitos mais em transportes. Foi ela a minha salvação quando os meus amigos começaram a ter mota, proporcionando-me a alternativa mais rápida para os acompanhar nos seus ruidosos motores de 50 centímetros cúbicos. Hoje agradeço aos meus pais o privilégio de não me terem cortado esse prazer ao proibirem-me de ter uma mota, decisão que na altura me custava muito aceitar.
A minha Alpestar azul ainda existe e permanece na posse da família. O quadro tornou-se pequeno demais para o meu tamanho mas continuo a recomendá-la para circular na cidade. De resto, a década de 1990 foi marcada pela generalização do uso das bicicletas de montanha, que haviam sido inventadas no final dos anos 70, tanto nos modelos menos sofisticados e mais baratos, dedicados ao passeio, como no crescimento da modalidade desportiva que lhes está associada.
Em certa medida, as bicicletas de montanha representaram uma libertação dos constrangimentos inerentes aos modelos de estrada, de ciclocross, às pasteleiras e às BMX, que existiam até então, introduzindo algo novo no campo de possibilidades - uma bicicleta mais robusta, leve e apta para todo-o-terreno. Passados vários anos, vivemos hoje sob um paradigma quase contrário; as bicicletas de montanha dominam na maioria das lojas dedicadas, ofuscando e limitando a oferta de outros modelos a um ou dois exemplares de cada. Mas a situação já foi mais grave e parece começar a inverter-se à medida que cresce a procura por modelos mais citadinos.
Nada disto, porém, afecta o carisma dessas primeiras bicicletas de montanha "tão anos 90". Até porque, quando comparadas com as mais modernas de alumínio, várias suspensões, travões de disco e outros apetrechos, é a sua simplicidade que se sobrepõe aos excessos da ânsia tecnológica.
Quarta-feira, Abril 15, 2009
A revolução (des)dobrável

Sejam as suas motivações práticas ou não, a escolha destes ciclistas tem enchido a cidade com uma multiplicidade de formas, cores e estilos que vão do mais clássico ao tecnologicamente mais avançado. O que todas têm em comum é que dobram e dão nas vistas, quiçá numa relação proporcionalmente inversa ao seu tamanho. A oferta nas lojas também tem crescido e há preços para todas as possibilidades.
Por tudo isto, as bicicletas dobráveis são provavelmente o veículo inventado pela humanidade que mais se aproxima do idealizado pela Hanna-Barbera em "The Jetsons" - o transporte fácil de transportar. Aqui fica o meu tributo.

Quarta-feira, Abril 08, 2009
BnC na Time Out Lisboa
Terça-feira, Março 31, 2009
Um pedido de desculpas
Quinta-feira, Março 26, 2009
Brevemente, num automóvel estacionado em cima do passeio perto de si

Movimento lança campanha inédita em Portugal
Os automobilistas que estacionarem em cima do passeio, ou em
passadeiras, na cidade de Lisboa, poderão vir a ter que retirar do
pára-brisas do seu carro um autocolante de protesto, que pede ao
infractor que “Não Pense Só No Seu Umbigo” e que “ Respeite os
Peões”.
A iniciativa partiu de um grupo de pessoas preocupadas em sensibilizar
os automobilistas para que não estacionem em cima dos passeios e
passadeiras, danificando o espaço público e obstruindo a livre
circulação dos peões, “dificultando a vida em particular a pessoas com
cadeiras de rodas, carrinhos de bébé, idosos e outras pessoas de
mobilidade reduzida.”
Pretende ainda chamar a atenção para a inércia das autoridades
competentes em combater o flagelo do estacionamento selvagem e
“garantir aos peões um espaço de circulação digno”.
serão distribuidos para serem colados nos vidros dos automóveis que
forem encontrados estacionados em situação irregular.
Os autocolantes fazem referência à página de internet
http://passeiolivre.blogspot.com/ , um blog que colecciona “postais de
uma cidade que não queremos”, com dezenas de fotografias de carros mal
estacionados em cima de passeios e passadeiras.
Nesta página os visitantes são convidados a participar e deixar fotos
e opinião sobre a forma como o estacionamento selvagem lhes dificulta
a vida.
sendo a ideia que mais cidadãos o possam imprimir e juntarem-se a este
movimento que ainda vai dar muito que falar...
Finalmente chegou o substituto do pára-brisas levantado, do pneu esvaziado, do risco na pintura e da pastilha elástica na fechadura (muito old school) através de um autocolante que se espera mais consequente que essas demonstrações de ressaibo pedonal - afinal, os peões sempre tiveram razão mas nunca ninguém ligou a isso.
E agora, de volta às bicicletas...
Quinta-feira, Março 19, 2009
Que foi? Nunca viste?!

Sábado, Março 14, 2009
À sexta-feira, o Marquês de Pombal (e arredores) é das pessoas
As motivações que levaram à dita manifestação e as alterações que esta e todas as outras provocam no trânsito não interessam para o caso. Prefiro dar a conhecer um outro lado visto a partir de uma bicicleta.
Logo no primeiro de três contactos com barreiras policiais, foi-me dito pelo agente que se tratava de uma manifestação (sim é verdade, eu não sabia que ia haver uma...) que se deslocava para a Avenida da Liberdade: "pode seguir com cuidado". A mesma ordem foi-me transmitida nas duas paragens seguintes: "de bicicleta pode seguir, tenha cuidado".
Fiquei a saber desta forma que, independentemente de haver alguma regra escrita que o autorize ou proíba, os agentes da polícia podem ser flexíveis à passagem de bicicletas pelas zonas cortadas ao restante tráfego. Aproveitem!

Segunda-feira, Fevereiro 16, 2009
Com Chuva: todas as dicas para continuar a pedalar
Lisboa não se pode queixar do seu clima nem dos níveis de precipitação anual que por aqui se registam. Além disso, quem vive nesta cidade sabe que são mais comuns os aguaceiros fortes mas curtos do que as chuvas que se prolongam dias inteiros. De tal modo que é frequente esperar-se 5 a 10 minutos até que pare de chover para seguirmos o nosso caminho a pé ou de bicicleta.
Assim, é mais frequente andar-se de bicicleta com piso molhado do que sob a chuva. Deve ter-se em atenção as alterações na condução que o piso molhado implica:
- Para evitar derrapar quando o piso está escorregadio, não use o travão dianteiro durante as curvas, utilize preferencialmente o travão de trás. Tenha também em conta que a capacidade de travagem da sua bicicleta diminui quando molhada.
- Alguns tipos de piso tornam-se particularmente escorregadios quando molhados, como o piso em paralelos, os carris de eléctrico e todas as superfícies metálicas e ainda a tinta de sinalização horizontal. Tenha especial atenção nestas zonas, assim como em estradas com muita água acumulada à superfície.
am melhor. Alguns modelos incluem de origem uma pala na extremidade que aumenta a sua eficácia, sendo que muitas vezes esta pode ser adicionada se o ciclista quiser.Use um saco de plástico, ou qualquer outro impermeável, para cobrir o selim quando estaciona a bicicleta na rua. Este é um pormenor que pode fazer toda a diferença para o nosso conforto nos dias de chuva e evitar surpresas desagradáveis quando queremos chegar secos a algum lado.
Para circular de bicicleta à chuva existem diversas opções de vestuário impermeável mas, como a escolha de cada pessoa depende também de opções estéticas, vamos limitar-nos ao essencial.
É essencial ter uma capa ou casaco impermeável que proteja o tronco, os braços e algo que cubra as cochas (seja uma capa, umas calças ou rainlegs), visto serem estas as zonas do corpo mais expostas à chuva. Para proteger a cabeça deve ter-se cuidado com o uso de alguns capuzes que reduzem a visibilidade lateral e traseira. Existem modelos de capuzes mais sofisticados que incluem uma pala, incomodando e afectando menos a visibilidade do ciclista. Uma boa alternativa é usar um chapéu impermeável.
Os sapatos devem ser impermeáveis ou estar protegidos, existem capas para o efeito mas há também quem use sacos de plástico! Para quem o fizer, tenha atenção à aderência aos pedais.
Por mais tecnologia que exista, usar um impermeável aumenta sempre a retenção de calor do corpo, mesmo nos modelos com sistema de respiração, sendo por isso mais fácil atingir o ponto de transpiração sobretudo se pedalar com intensidade. A condução de bicicleta à chuva exige cuidados redobrados e um ritmo moderado pode ajudá-lo a evitar a transpiração assim como situações de risco.
Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Milão: 3º e último dia de filmes, e do festival...
O último dia do Bicycle Film Festival em Milão foi ameno, depois da neve e da chuva. No meio da adversidade, nenhuma das actividades outdoor previstas no programa foi cancelada. No Domingo decorreu a corrida de ciclocross urbano (à qual não assisti) e um jogo de bike polo. Este jogo consiste, já se vê, em jogar polo sem cavalo usando uma bicicleta de roda fixa em substituição. A roda fixa não é obrigatória, segundo as regras de vários grupos que consultei (por exemplo aqui e aqui) mas em Milão não vi nenhum jogador com outro tipo de bicicleta. A modalidade, ou variante, a que assisti chama-se "hard court" e assemelha-se às versões street ou urban de alguns desportos: qualquer ringue desportivo ou corte de ténis serve. No jogo ao qual assisti as regras estabeleciam equipas de 3 jogadores, ganhando aquela que primeiro marcasse 3 golos. A equipa que perdesse dava lugar a outra, no fundo uma "roda bota fora".
De resto, no último dia de filmes foi exibido "Standing Start" que também passou no DocLisboa 2008, um filme de 12 minutos sobre o ciclista olímpico Craig MacLean. Destaco-o dos restantes filmes que vi nesta sessão (infelizmente não todos porque tinha um avião para apanhar...) pela sua realização, que consegue fazer suster a respiração do público ou, pelo menos, sincronizá-la com a do protagonista, corredor olímpico.
Nos próximos posts trarei mais novidades de Milão, tentando dar ainda atenção a outros aspectos da cultura ciclista daquela cidade que vão para além do Bicycle Film Festival. Segue-se Portland, EUA, que fecha a edição de 2008 do BFF. Quanto a 2009, aguardam-se novidades que se esperam breves. Ciao!
Sábado, Novembro 29, 2008
Milão: 2º dia de filmes e grande festa no final
Hoje, o programa segue com mais uma sessão de filmes. Não vou entrar em pormenores porque, se me permitem, quero aproveitar as poucas horas de sol que restam para ir visitar a cidade de bicicleta! Ontem nevou o dia todo e, à falta de material impermeável, tive mesmo que desistir dessa ideia. Ao contrário deste(a) milanês(a)...
À medida que o nevão foi diminuindo de intensidade, as bicicletas voltaram a aparecer, não obstante o facto de haver muito menos ciclistas na cidade. Parece que os milaneses têm uma solução para os dias de mau tempo: não andam de bicicleta! Eis como se resolve uma das dificuldades mais vezes referida para a implementação do seu uso como meio de transporte. Se não compensar ir de bicicleta, recorre-se às alternativas. Simples.
Urban Velodrome Party - a festa começa após os filmes e será num velódromo urbano indoor, sito na garagem de um supermercado. Prometo fotos!
Sexta-feira, Novembro 28, 2008
Milão: 1º dia de filmes, 1º dia de neve!
Foi ontem a inauguração da exposição "Joy Ride". Ficam aqui algumas fotos:
O dia acaba com (mais) uma festa, no Bar Cuore. O convívio entre a organização, os participantes e os espectadores deste festival tem sido uma constante. Há boas vibrações no ar! Este evento é um óptimo local para fazer amigos e novos contactos na "bike scene" internacional.
Quinta-feira, Novembro 27, 2008
Milão: BFF começou
Muita gente na abertura. Sushi e bebidas grátis (só podem ter bons patrocinadores). "Fixies" em exposição (bicicletas fixed gear, como as que são usadas nos velódromos) que de resto estão totalmente na moda aqui em Milão. O festival é toda uma exposição artística da bicicleta como objecto de culto, quase fetiche. As bicicletas de mudança fixa dão o mote estético: são minimalistas e representam o essencial da bicicleta. Tudo o mais é acessório.
Programa do dia: Aeolian Ride e inauguração da exposição colectiva "Joy Ride" que reúne trabalhos em pintura, fotografia, escultura e bicicletas de vários artistas de todo o mundo.
Quarta-feira, Novembro 26, 2008
Milão: primeiras impressões
Entretanto, passei hoje umas horas a passear pela cidade captando fotos e vídeos. É inevitável que numa capital da moda como Milão haja cycle chic por todo o lado. Mas não é exclusivista, ou seja, são várias as bicicletas de montanha baratas que se vêem nas ruas assim como modelos da Decathlon que também se vendem em Portugal (e que provavelmente foram produzidos aí no rectângulo), tornando o uso da bicicleta bastante ecléctico. Convenhamos, porém, que aqui reinam as pasteleiras clássicas com uma mudança apenas. A par das vespas e demais scooters ou motorizadas que pululam e chegam a invadir os locais de estacionamento para bicicletas.
(ou apenas dois exemplos da multiplicidade de estilos que por aqui circula)
Terça-feira, Novembro 25, 2008
Embarque para Milão
O Bicicleta na Cidade vai até ao Bicycle Film Festival de Milão. O meu objectivo é conseguir fazer uma cobertura do evento "em directo" aqui no blogue. Veremos se é possível. Se não for, terei novidades daqui a uma semana.
Ciao!
Sexta-feira, Novembro 21, 2008
Transporte de carga e passageiros
Para que nenhum despistado me acuse de promover práticas ilegais, o Código da Estrada proíbe o transporte de passageiros (artigo 91.º) excepto no caso de crianças e desde que estas se façam transportar em dispositivo próprio e com capacete homologado.
Mas como o Código da Estrada português está desajustado da realidade em quase tudo o que diz respeito à bicicleta, não devemos olhar a mais esta lei como tendo sido feita com o intuito de proteger o ciclista.
Na verdade não sei o que dizem os restantes códigos da estrada europeus sobre este assunto, mas sei que é frequente ver-se noutras cidades isto:
A imagem é de Amesterdão, que para o bem e para o mal é tida como referência nº1 de cidades cicláveis. Digo para o mal porque tem o "defeito" de ser tão plana, tão plana, que qualquer inclinaçãozinha noutra cidade é passível de torná-la automaticamente impossível para usar a bicicleta, falando a linguagem do senso comum.
Sábado, Novembro 15, 2008
Cicloficina: o regresso

A Cicloficina vai recomeçar este domingo dia 16 às 14h30 na Crew Hassan. Para quem não participou na primeira experiência, aqui vai um pouco de história.
A Cicloficina começou a funcionar originalmente no início de 2007 na Rua dos Bacalhoeiros em colaboração com a Associação Bacalhoeiro, a Junta de Freguesia da Sé e a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Essa parceria tinha como objectivo ocupar a rua, que tinha sido fechada ao trânsito recentemente, e dar um uso ao espaço e uma ocupação às crianças da Freguesia, ajudando-as a arranjar as suas bicicletas. O projecto acabou por se desvanecer porque um dos seus principais impulsionadores e voluntários deixou Lisboa e pouco a pouco todos os outros foram desistindo. À falta de um esforço constante de divulgação da Cicloficina no Bacalhoeiro, esta acabou mesmo por parar.
O facto dessa Cicloficina ter funcionado apenas na rua, sem ter um espaço interior que servisse como "Backup" (sem contar com o local onde se arrumavam as ferramentas cedidas pela FPCUB, dentro da Associação Bacalhoeiro) ou alternativo aos dias de chuva, acabou por afastar alguns possíveis voluntários. A ideia de ter um espaço de oficina fez sempre parte do projecto original. Antes de se começar com a Cicloficina no Bacalhoeiro, já tinha havido uma primeira tentativa de usar o espaço da cave do prédio onde funciona a Crew Hassan, ainda em 2006, quando eu e o Marcos andámos a limpar e arrumar o espaço para o poder usar, o que acabou por não acontecer. É neste mesmo local que agora, 2 anos depois dessa tentativa, a Cicloficina vai recomeçar.
Ter um espaço permite fazer mais coisas no âmbito da Cicloficina, por exemplo, construir bicicletas experimentais, preparar materiais de divulgação para outras acções e também funcionar como depósito de peças usadas que permitirão recuperar/montar bicicletas de uma forma económica para quem estiver interessado em adquirir uma mas não tem dinheiro para comprar nova. Entre muitas outras possibilidades...basta haver ideias e vontade.
Além do novo espaço, o regresso da Cicloficina traz consigo outras novidades: um sítio na web e um endereço de e-mail de contacto que, como disse a Ana aqui, contribuem para sedimentar a identidade do projecto e facilitar a sua divulgação e comunicação.
A Cicloficina vai funcionar todos os terceiros domingos de cada mês (antes da Massa Crítica) das 14h30 às 16h30 (embora possa prolongar-se até mais tarde se houver disponibilidade dos presentes) a começar já este domingo dia 16. Como neste momento só 3 pessoas estão envolvidas no reactivar da Cicloficina achou-se melhor começar por oferecer aquilo que é possível assegurar facilmente. Com o tempo, porém, à medida que se forem juntando novos voluntários, poderá ser alargado o período de funcionamento e criadas sessões adicionais.
Vejam neste mapa a localização da Cicloficina e apareçam este domingo!
Sexta-feira, Outubro 24, 2008
Outono Azul
Segurança à parte, eu gosto desta foto! A ciclista talvez vá de encontro ao conceito "La Redoute" de "hippie chique" (embora este termo seja bastante universal e muito usado para além daquela revista) mas a mim parece-me que há algo mais genuíno aqui. A moda hippie chique é algo que tenho dificuldade em digerir por se tratar, julgo, de uma apropriação vazia de acessórios e padrões por uma classe pouco hippie e (não necessariamente) muito chique.
Deixando a moda, seja ela hippie, seja chique ou quer seja a junção das duas, esta bicicleta fica muito bem em qualquer estilo. O tom do azul é fantástico!
Quarta-feira, Outubro 22, 2008
Formação - PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS
Olá, boa tarde
Visitámos o blog http://www.bicicletanacidade.
A associação educativa para o desenvolvimento da criatividade, associação científico-pedagógica sem fins lucrativos, vem por este meio divulgar a acção de formação PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS. Esta acção é acreditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua) e releva para efeitos de 2/3 de formação na área científico-didáctica dos grupos 260, 420 e 620 (Geografia e Educação Física).
CALENDARIZAÇÃO:
| Refª | Modalidade, Designação e Custo da Acção | Horário | Horas/ Créditos | Destinatários | Local
| Formadores |
| P7L | CURSO: PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS Custo: € 140 (€100 para associados) |
Sessões em sala: Novembro: 4 (17.30-21.30) Dezembro: 2 (17.30-21.30)
Sessões online: Novembro: 11, 18, 25 (18.30-21.30)
Sessão outdoor (Percurso): Novembro: 22 (9.00-17.00) Terças e Sábado
| 8 horas em sala, 9h on-line e 8 h de outdoor (percurso) 1 crédito | Professores dos grupos 260, 420 e 620 | Lisboa Sede AEDC Entrecampos | Patrícia Silva e João Conde |
Obrigada
Maria João Conde
Directora do Centro de Formação
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
associação educativa para o desenvolvimento da criatividade
Endereço postal: Campo Grande 30, 5º F, 1700-093 Lisboa
Email: criatividade@criatividade.net
Página na Internet: www.criatividade.net
Telefone/Fax: 217573520 / Telem: 919055769










