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segunda-feira, agosto 20, 2012

Militância Altiva

Texto originalmente publicado no Jornal Pedal nº 4, de Abril 2012. A edição de Agosto já está online e a circular pelas ruas. Esta quarta-feira vai para o ar mais uma emissão do Pedal de Prata, em directo às 22h.
 
Há uns anos atrás, não muitos, os poucos ciclistas urbanos que circulavam pelas ruas de Lisboa sentiam-se estranhos e mal-amados na maioria das lojas de bicicletas. Simplesmente porque tinham a sensação de estar a entrar num espaço onde o valor do seu veículo só encontrava paralelo no preço das barras energéticas ou das câmaras de ar, o que era no mínimo desprestigiante.

É normal, senão inevitável, o ciclista que começa a andar pela cidade tornar-se um militante da causa. Simplesmente porque é difícil ignorar as dificuldades que se lhe colocam a cada pedalada ou mesmo quando, já desmontado da bicicleta, procura estacionamento, apesar de o mobiliário urbano, quando bem explorado, oferecer soluções interessantes. O que não se esperava, à partida, é que este visionário do velocípede fosse alvo de chacota nas lojas que deviam existir para o servir.

À falta de alternativas, e tal como para outros desafios que a cidade exibe, o ciclista urbano aparenta ter desenvolvido uma defesa pessoal com laivos de altivez para enfrentar o ambiente potencialmente hostil que têm as lojas de bicicletas especializadas em vender material desportivo da era espacial. É essa atitude que o reveste de uma camada protectora contra a cavaqueira, a laracha e o desprezo de que pode ser vítima num espaço tão afastado das suas necessidades, que são básicas.

Consegue-se vislumbrar essa altivez quando o ciclista, feito militante, se dirige a quem o atende na loja dizendo: “mas, sabe, este é o meu meio de transporte diário”. Este charuto? Poderá pensar o mecânico. Mas a qualidade do material costuma importar-lhe na proporção inversa – menos é mais, pior é melhor – e altivez serve um propósito, senão vários.

O que o militante altivo pretende transmitir com a sua frase-chave é a ideia de que se vê forçado a abdicar de um elemento essencial à vida como água, muito embora, mais do que se tratar de uma forma de pressionar quem o atende a servi-lo depressa, o militante altivo quer acima de tudo deixar claro que ele anda de bicicleta pela cidade e que é de facto naquele chaço que se desloca para ir trabalhar. Isto é militância altiva, a fazer campanha para que as lojas o sirvam melhor, para que o ciclista urbano deixe de se sentir estranho num espaço onde o grama é a unidade de medida oficial, para que lhe vendam peças baratas e para que não tenha que substituir a roda por uma nova sempre que se parte um raio.

Há ciclistas que não dão uma pedalada sem ter a certeza de estar tudo bem afinado e limpo e há quem marimbe tanto para tudo isso que continua a pedalar para lá do razoável, desafiando a longevidade dos materiais. Pelo meio há uma diversidade de graus e combinações possíveis destes dois extremos – o da picuinhice e o do desleixo. O militante altivo pode ser qualquer um desses ciclistas porque o que o distingue é a forma como se relaciona com a bicicleta independentemente do seu valor – é um objecto que vale mais pelo que representa do que pelo que anda, desde que ande sempre.

O militante é altivo porque nada é superior a isso. “Digam as facécias que quiserem sobre mim e o meu veículo, o que eu quero é tê-lo pronto amanhã sem falta porque, sabe...este é o meu meio de transporte diário.”

quarta-feira, maio 23, 2012

Poupem no óleo da corrente e ajudem a salvar as baleias!

Texto originalmente publicado no Jornal Pedal nº 1, de Janeiro 2012. Para recordar, aqui com fotos ilustrativas, no dia em que sai o nº 5 e vai para o ar a segunda emissão do programa de rádio Pedal de Prata, em directo às 22h. Um jornal em expansão, de facto.

Quero explicar-vos como se pode melhorar a performance da bicicleta poupando dinheiro e contribuindo ao mesmo tempo para um planeta mais limpo e fofinho, a começar pela nossa própria bicicleta. É uma técnica win/win onde nada nem ninguém sai a perder, excepto o nosso ego caso goste de armar ao pingarelho. As baleias, se falassem, agradeceriam.

A corrente de transmissão (vulgo, corrente da bicicleta) é a primeira vítima do aspirante a mecânico mas também do ciclista incauto ou até hipocondríaco com a “saúde” da sua bicicleta. Basicamente é a cobaia perfeita para os nossos primeiros impulsos experimentalistas. No momento em que decidimos fazer algo para melhorar a performance da nossa bicicleta, sendo que isto acontece normalmente quando nos fartamos de estar sempre e só a limpar e puxar brilho à dita, optamos invariavelmente por despejar óleo na corrente. Literalmente “despejar”, mesmo que seja em várias ocasiões e não de uma só vez. Falo na primeira pessoa do plural porque passamos todos por isso, nós os amantes da bricolage. Faz parte! Além disso compreende-se a escolha, quase obsessiva, pela corrente. Para alguém que deseja começar a mexer na bicicleta além do paninho húmido e da cera para puxar o brilho, sistemas como os travões e as mudanças são aparentemente demasiado complexos e o bom senso recomenda a estarmos quietos, porque sabe que podemos deixar as coisas pior do que estão.

Não querendo correr esse risco, pensamos: o que posso então fazer? Corrente! Lubrificar a corrente! Tal acção, note-se o entusiasmo nos pontos de exclamação, deixa-nos satisfeitos. Tudo parece inofensivo e convincente de que estamos a fazer bem à bicicleta. Bom, estaremos antes de mais a fazer bem à indústria petroquímica consumindo excessivamente os seus produtos, depois estaremos a ajudar a indústria das bicicletas e por último, sim, a fazer bem à bicicleta. Mas não à nossa.

Excesso de óleo na corrente faz com que toda e qualquer poeira que paire no ar fique lá colada. Muita poeira junta forma uma camada escura, negra, pestilenta e muito desagradável. Quem diz poeira podia dizer pior: grãos de areia, cabelos, todos os detritos que por aí andam e que, juntos numa pasta que cobre a corrente e se acumula por onde ela passa, só contribui para o seu desgaste. Basta pensar nos grãos de areia a serem moídos entre a corrente e a roda dentada, grão a grão...lá se vai a corrente.

Como mecânico, são muitas as vezes que recebo bicicletas de clientes onde é difícil distinguir os elos da corrente entre si, de tão cobertos que estão por uma camada espessa de merda. Nesses casos, o que faço é despejar uma boa quantidade de desengordurante e deixá-lo actuar um pouco para depois começar a remover as camadas em excesso. É um trabalho moroso e sujo, uma espécie de arqueologia da corrente. Assim que nos livramos da sujidade e conseguimos ver a corrente tal qual ela é, devemos perguntar-nos: será mesmo necessário voltar a lubrificá-la? Nem sempre é necessário fazê-lo, uma vez que a camada em excesso que se acumula à superfície protege o óleo que envolve o interior dos elos. É uma decisão que deve ser ponderada com algum cuidado e conhecimento de causa, mas para quem gosta mesmo de pôr óleo na corrente à desgarrada, então, o procedimento a seguir deve ser: 1) limpar a corrente o melhor possível; 2) colocar óleo novo e; 3) sempre, mas sempre passar um pano para remover o excesso. Caso contrário não tardará a salpicar de pintas pretas a roda traseira, algo muito desagradável para quem gosta de ter a bicicleta limpa, assim como a roupa.

Convém ainda limpar todos os locais por onde a corrente passa – desviadores, pedaleira, roda livre (ou fixa) – para ficarmos com o trabalho bem feito. Acreditem, se querem perder tempo a tratar da vossa bicicleta, isto é tarefa para vos deixar ocupados durante uma bela tarde de fim-de-semana. Importantíssima informação a reter: limpem o excesso de óleo sempre depois de o aplicar, é suposto a corrente ter um aspecto “seco” e não empapado em óleo, caso contrário não tardará a ficar outra vez como descrito acima.

Não é recomendável pôr óleo novo em cima de óleo velho e sujo, eu faço-o por preguiça apenas quando a corrente já chia por falta de lubrificação, na minha bicicleta claro. É esse o sintoma ao qual devem estar atentos. Se a corrente começar a chiar (algo que dificilmente acontece a quem insiste afogá-la em óleo) está na hora de limpar e lubrificá-la de novo, mas não confundam o chiar da corrente propriamente dita com o ruído provocado pela fricção desta com os desviadores, nesse caso é só sinal de que a mudança está mal metida.

Mau exemplo... cortesia bez_uk
Bom exemplo... cortesia bostonbiker.org
Very Dirty Bike Chain

segunda-feira, janeiro 23, 2012

A livraria de viagens também para ciclistas

Para quem viu o filme Notting Hill sabe que uma livraria de viagens pode ser um local tão interessante ao ponto de ser gerido por um Hugh Grant e visitado por uma Julia Roberts. Não está longe da verdade, a ficção. As sócias Ana Coelho e Dulce Gomes abriram recentemente um espaço tão agradável quanto interessante, que inclui um café do viajante com ementa a condizer. Sendo uma livraria dedicada a viagens, não podia deixar de ter uma secção gastronómica. Foi, de resto, graças ao apelo dos sabores de outras paragens que entrei na livraria Palavra de Viajante e fiquei a conhecê-la melhor.

A razão desta notícia aparecer aqui no Bicicleta na Cidade é porque nesta livraria encontram uma secção dedicada a viagens que serve, precisamente, para tirarem a bicicleta da cidade. Esta é muito provavelmente a primeira e única livraria de Lisboa a dedicar um espaço aos ciclistas viajantes. Mais do que meritório, isto é uma visão de futuro!
 
À conversa com Ana Coelho numa das mesas do café, fiquei a saber que este projecto surge do gosto das sócias pela literatura, por viagens e pela literatura de viagem. Queriam abrir uma livraria com um pequeno espaço de café, o que além de providenciar outra fonte de receita, a par dos livros, dinamizaria o espaço da livraria. Conseguiram-no em finais de Outubro mas não exactamente como esperavam.

Como nestas coisas de andar à procura do espaço idealizado somos sempre surpreendidos com possibilidades não antes imaginadas, a Palavra de Viajante acabou por assentar arraiais na Rua de São Bento nº 30 numa loja com cozinha a sério, daquelas que a ASAE aprova, o que lhes abriu a possibilidade de servir almoços com um menu diferente todas as semanas e jantares de grupo mediante marcação.

Num mundo dominado pela internet e grandes superfícies, “abrir uma livraria generalista não faz sentido no pequeno comércio”, diz Ana, mas antes oferecer um produto diferenciado em lojas com conceitos mais específicos, até porque no comércio de rua “as pessoas procuram outra vez o contacto com quem está do outro lado do balcão”. No fundo, a Ana e a Dulce gostam de viajar, criaram um espaço ao seu gosto e medida e são óptimas conselheiras nessa matéria, a da literatura de viagem.

Indagava-me como se terão lembrado de incluir uma secção de bicicletas na livraria. Quando começaram à procura de livros pareceu-lhes lógico incluir de início mapas com percursos para bicicletas mas também literatura inevitável como o Diário da Bicicleta de David Byrne. Depois, “há secções que surgem com sugestões de clientes”, diz Ana. Interessei-me por essa abordagem, onde o cliente assume um papel na selecção da casa. Eu próprio fui convocado pela Ana para recomendar livros assim que lhe falei do meu interesse pelas bicicletas e de como seria interessante dar a conhecer esta livraria aos ciclistas da cidade.

As sócias Ana e Dulce não sabiam da existência de grupos de incentivo e promoção do uso da bicicleta e no entanto já estão a dar o seu contributo ao criarem uma secção bike specific. Depois, vieram as sugestões dos clientes entre as quais uma que me chamou à atenção: um guia de viagem com o título La Costa Portuguesa en Bicicleta – Del Guadiana al Miño por el Litoral Portugués, edição de autor por José Ignacio Idígoras Santos que o próprio terá sugerido vender na livraria quando passou por lá. A julgar pela quantidade de portugueses que encontrei o verão passado a viajar de bicicleta pela costa alentejana, talvez este seja um guia essencial para o cicloturista português.

Durante a conversa que tive com a Ana, fiquei também a saber que os lisboetas são neste momento os grandes consumidores dos guias desta cidade. É verdade, fiquei alegremente estupefacto, tal como a Ana. Aparentemente vive-se um “vá para fora cá dentro da cidade” que está a levar os lisboetas (estamos a falar de portugueses que vivem em Lisboa) a comprar guias em português: “O guia Lisbon Walker [com sugestões de percursos a pé pela cidade] tem vendido mais na edição portuguesa do que na inglesa e não estávamos à espera disso”.

Seja para conhecerem melhor Lisboa, o país ou o mundo de bicicleta, a pé, comboio e até de carro, visitem esta livraria que fica na parte “esquecida” da Rua de São Bento, uma paralela à Avenida Dom Carlos I. Façam as vossas sugestões e recomendações bibliográficas, dedicadas às bicicletas mas não só, e ajudem a Palavra de Viajante a encher as estradas nacionais com cicloturistas. Este verão haverá Massa Crítica pelo país inteiro!

Livros recomendados:
Danube Bike Trail, from Passau to Vienna, edição Verlag Roland Esterbauer. Mapa dos percursos de bicicleta ao longo do rio Danúbio, sugestão de Ana Coelho depois de ela própria ter feito esta viagem.

La Costa Portuguesa en Bicicleta – Del Guadiana al Miño por el Litoral Portugués, José Ignacio Idígoras Santos, edição de autor.

Cyclepedia A Tour of Iconic Bicycle Designs, Michael Embacher, Thames & Hudson.

Fotos: Veera Moll (obrigado!)

sábado, maio 09, 2009

Retro anos 90



Rua Braamcamp

Eis o meu palpite: existe por aí muita bicicleta comprada nos anos 90 que foi remetida para um canto da arrecadação, ou outro lugar menos digno, e que agora começam a ser reabilitadas por muitos dos seus compradores de então ou amigos e familiares que entretanto se apoderaram delas. Isto, claro, com base no que vejo pela cidade nos dias mais recentes - várias pessoas a usar essas bicicletas de montanha com quadros de aço, mudanças de fricção (daquelas que mudam ao sabor do suave desvio do manípulo em vez do mais moderno clique dos sistemas indexados) e travões cantilever.

Foi com uma bicicleta em tudo igual às suas contemporâneas que comecei a fazer as minhas primeiras viagens urbanas, dentro e fora do subúrbio onde vivia. Era uma "Alpestar", que convivia com nomes sonantes à época tais como "Esmaltina" e "IBA", só para referir dois de uma extensa lista. A minha Alpestar azul custara nova 20 contos (100 Euros) e fez-me poupar muitos mais em transportes. Foi ela a minha salvação quando os meus amigos começaram a ter mota, proporcionando-me a alternativa mais rápida para os acompanhar nos seus ruidosos motores de 50 centímetros cúbicos. Hoje agradeço aos meus pais o privilégio de não me terem cortado esse prazer ao proibirem-me de ter uma mota, decisão que na altura me custava muito aceitar.

A minha Alpestar azul ainda existe e permanece na posse da família. O quadro tornou-se pequeno demais para o meu tamanho mas continuo a recomendá-la para circular na cidade. De resto, a década de 1990 foi marcada pela generalização do uso das bicicletas de montanha, que haviam sido inventadas no final dos anos 70, tanto nos modelos menos sofisticados e mais baratos, dedicados ao passeio, como no crescimento da modalidade desportiva que lhes está associada.

Em certa medida, as bicicletas de montanha representaram uma libertação dos constrangimentos inerentes aos modelos de estrada, de ciclocross, às pasteleiras e às BMX, que existiam até então, introduzindo algo novo no campo de possibilidades - uma bicicleta mais robusta, leve e apta para todo-o-terreno. Passados vários anos, vivemos hoje sob um paradigma quase contrário; as bicicletas de montanha dominam na maioria das lojas dedicadas, ofuscando e limitando a oferta de outros modelos a um ou dois exemplares de cada. Mas a situação já foi mais grave e parece começar a inverter-se à medida que cresce a procura por modelos mais citadinos.

Nada disto, porém, afecta o carisma dessas primeiras bicicletas de montanha "tão anos 90". Até porque, quando comparadas com as mais modernas de alumínio, várias suspensões, travões de disco e outros apetrechos, é a sua simplicidade que se sobrepõe aos excessos da ânsia tecnológica.


quarta-feira, abril 15, 2009

A revolução (des)dobrável




Elas andam por aí em número crescente. Como todas as outras bicicletas. Mas contraditoriamente ou não, estas saltam mais à vista. As bicicletas dobráveis têm ganho o seu espaço em Lisboa talvez como resultado de opções meramente práticas: são fáceis de transportar e arrumar, ideais para levar nos transportes públicos, para dentro do escritório, café, restaurante, bengaleiro da discoteca e até (imagine-se!) para levar no carro.

Sejam as suas motivações práticas ou não, a escolha destes ciclistas tem enchido a cidade com uma multiplicidade de formas, cores e estilos que vão do mais clássico ao tecnologicamente mais avançado. O que todas têm em comum é que dobram e dão nas vistas, quiçá numa relação proporcionalmente inversa ao seu tamanho. A oferta nas lojas também tem crescido e há preços para todas as possibilidades.

Por tudo isto, as bicicletas dobráveis são provavelmente o veículo inventado pela humanidade que mais se aproxima do idealizado pela Hanna-Barbera em "The Jetsons" - o transporte fácil de transportar. Aqui fica o meu tributo.



segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Com Chuva: todas as dicas para continuar a pedalar



Este texto não tem como objectivo rogar pragas ao bom tempo nem é uma espécie de dança da chuva! No entanto, se ela surgir por outros motivos que nos são alheios, estas são as nossas recomendações para uma condução confortável, não menos segura e até, quiçá, mais divertida.

Lisboa não se pode queixar do seu clima nem dos níveis de precipitação anual que por aqui se registam. Além disso, quem vive nesta cidade sabe que são mais comuns os aguaceiros fortes mas curtos do que as chuvas que se prolongam dias inteiros. De tal modo que é frequente esperar-se 5 a 10 minutos até que pare de chover para seguirmos o nosso caminho a pé ou de bicicleta.

Assim, é mais frequente andar-se de bicicleta com piso molhado do que sob a chuva. Deve ter-se em atenção as alterações na condução que o piso molhado implica:
  1. Para evitar derrapar quando o piso está escorregadio, não use o travão dianteiro durante as curvas, utilize preferencialmente o travão de trás. Tenha também em conta que a capacidade de travagem da sua bicicleta diminui quando molhada.

  2. Alguns tipos de piso tornam-se particularmente escorregadios quando molhados, como o piso em paralelos, os carris de eléctrico e todas as superfícies metálicas e ainda a tinta de sinalização horizontal. Tenha especial atenção nestas zonas, assim como em estradas com muita água acumulada à superfície.
Os guarda-lamas são a ajuda indispensável para uma condução confortável em piso molhado e sem sujar a roupa. Há vários modelos disponíveis nas lojas adaptáveis a todos os tipos de bicicleta. Normalmente os modelos para bicicletas de montanha são pouco eficazes a evitar salpicos de água para as costas do ciclista ou para a sua cara. Os modelos de guarda-lamas para bicicletas de cidade ou de estrada, que cobrem uma área maior da roda, resultam melhor. Alguns modelos incluem de origem uma pala na extremidade que aumenta a sua eficácia, sendo que muitas vezes esta pode ser adicionada se o ciclista quiser.

Use um saco de plástico, ou qualquer outro impermeável, para cobrir o selim quando estaciona a bicicleta na rua. Este é um pormenor que pode fazer toda a diferença para o nosso conforto nos dias de chuva e evitar surpresas desagradáveis quando queremos chegar secos a algum lado.

Vestuário
Para circular de bicicleta à chuva existem diversas opções de vestuário impermeável mas, como a escolha de cada pessoa depende também de opções estéticas, vamos limitar-nos ao essencial.

É essencial ter uma capa ou casaco impermeável que proteja o tronco, os braços e algo que cubra as cochas (seja uma capa, umas calças ou rainlegs), visto serem estas as zonas do corpo mais expostas à chuva. Para proteger a cabeça deve ter-se cuidado com o uso de alguns capuzes que reduzem a visibilidade lateral e traseira. Existem modelos de capuzes mais sofisticados que incluem uma pala, incomodando e afectando menos a visibilidade do ciclista. Uma boa alternativa é usar um chapéu impermeável.

Os sapatos devem ser impermeáveis ou estar protegidos, existem capas para o efeito mas há também quem use sacos de plástico! Para quem o fizer, tenha atenção à aderência aos pedais.

Por mais tecnologia que exista, usar um impermeável aumenta sempre a retenção de calor do corpo, mesmo nos modelos com sistema de respiração, sendo por isso mais fácil atingir o ponto de transpiração sobretudo se pedalar com intensidade. A condução de bicicleta à chuva exige cuidados redobrados e um ritmo moderado pode ajudá-lo a evitar a transpiração assim como situações de risco.


sábado, novembro 29, 2008

Milão: 2º dia de filmes e grande festa no final




Uma das curtas metragens exibidas ontem, no primeiro dia de filmes do BFF, foi o vídeoclip da canção "What's a Girl to Do", dos britânicos Bat for Lashes que já foi mostrado aqui no Bicicleta na Cidade. Deixo uma nota especial também ao filme "Les Ninjas du Japon", exibido ontem, do qual gostei bastante pela forma como aborda uma prova de ciclismo desportivo - dando especial ênfase ao encontro de dois mundos distantes (Burkina Faso e Japão) e dos seus protagonistas. Aconselho vivamente a sua visualização.

Hoje, o programa segue com mais uma sessão de filmes. Não vou entrar em pormenores porque, se me permitem, quero aproveitar as poucas horas de sol que restam para ir visitar a cidade de bicicleta! Ontem nevou o dia todo e, à falta de material impermeável, tive mesmo que desistir dessa ideia. Ao contrário deste(a) milanês(a)...


À medida que o nevão foi diminuindo de intensidade, as bicicletas voltaram a aparecer, não obstante o facto de haver muito menos ciclistas na cidade. Parece que os milaneses têm uma solução para os dias de mau tempo: não andam de bicicleta! Eis como se resolve uma das dificuldades mais vezes referida para a implementação do seu uso como meio de transporte. Se não compensar ir de bicicleta, recorre-se às alternativas. Simples.

Urban Velodrome Party - a festa começa após os filmes e será num velódromo urbano indoor, sito na garagem de um supermercado. Prometo fotos!


quarta-feira, novembro 26, 2008

Milão: primeiras impressões




O Bicycle Film Festival só começa hoje à noite, com uma festa onde Simone Pace dos Blonde Redhead irá interpretar a banda sonora do filme "The Impossible Hour" (no título original dinamarquês "Den Umlige Time") de 1974. Trata-se de um documentário realizado por Jørgen Leth (um dos precursores do cinema Dogma) que relata a história do ciclista dinamarquês Ole Ritter na sua tentativa, falhada, de bater o recorde da hora no velódromo da Cidade do México. O record da hora corresponde à maior distância percorrida numa hora em bicicleta num velódromo. Esta será a primeira performance na Europa, depois da estreia em Maio nos EUA. A seguir virá o Ninja DJ com um set de electro. As festas são uma constante ao longo deste festival de Milão, todos os dias haverá uma!

Entretanto, passei hoje umas horas a passear pela cidade captando fotos e vídeos. É inevitável que numa capital da moda como Milão haja cycle chic por todo o lado. Mas não é exclusivista, ou seja, são várias as bicicletas de montanha baratas que se vêem nas ruas assim como modelos da Decathlon que também se vendem em Portugal (e que provavelmente foram produzidos aí no rectângulo), tornando o uso da bicicleta bastante ecléctico. Convenhamos, porém, que aqui reinam as pasteleiras clássicas com uma mudança apenas. A par das vespas e demais scooters ou motorizadas que pululam e chegam a invadir os locais de estacionamento para bicicletas.

Men Style vs. Ladies Style
(ou apenas dois exemplos da multiplicidade de estilos que por aqui circula)




sexta-feira, novembro 21, 2008

Transporte de carga e passageiros



Avenida da Igreja

Para que nenhum despistado me acuse de promover práticas ilegais, o Código da Estrada proíbe o transporte de passageiros (artigo 91.º) excepto no caso de crianças e desde que estas se façam transportar em dispositivo próprio e com capacete homologado.

Mas como o Código da Estrada português está desajustado da realidade em quase tudo o que diz respeito à bicicleta, não devemos olhar a mais esta lei como tendo sido feita com o intuito de proteger o ciclista.

Na verdade não sei o que dizem os restantes códigos da estrada europeus sobre este assunto, mas sei que é frequente ver-se noutras cidades isto:

(foto daqui)

"Eu, sr. guarda?! Mas ele não é um passageiro, é só um suporte para a minha mala".

A imagem é de Amesterdão, que para o bem e para o mal é tida como referência nº1 de cidades cicláveis. Digo para o mal porque tem o "defeito" de ser tão plana, tão plana, que qualquer inclinaçãozinha noutra cidade é passível de torná-la automaticamente impossível para usar a bicicleta, falando a linguagem do senso comum.


sábado, novembro 15, 2008

Cicloficina: o regresso



Depois de uma sentida pausa de ano e meio, um dos projectos mais interessantes de promoção ao uso da bicicleta está de volta.

A Cicloficina vai recomeçar este domingo dia 16 às 14h30 na Crew Hassan. Para quem não participou na primeira experiência, aqui vai um pouco de história.

A Cicloficina começou a funcionar originalmente no início de 2007 na Rua dos Bacalhoeiros em colaboração com a Associação Bacalhoeiro, a Junta de Freguesia da Sé e a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Essa parceria tinha como objectivo ocupar a rua, que tinha sido fechada ao trânsito recentemente, e dar um uso ao espaço e uma ocupação às crianças da Freguesia, ajudando-as a arranjar as suas bicicletas. O projecto acabou por se desvanecer porque um dos seus principais impulsionadores e voluntários deixou Lisboa e pouco a pouco todos os outros foram desistindo. À falta de um esforço constante de divulgação da Cicloficina no Bacalhoeiro, esta acabou mesmo por parar.

Cicloficina número zero - a primeira experiência no novo espaço (foto original da Ana)

O facto dessa Cicloficina ter funcionado apenas na rua, sem ter um espaço interior que servisse como "Backup" (sem contar com o local onde se arrumavam as ferramentas cedidas pela FPCUB, dentro da Associação Bacalhoeiro) ou alternativo aos dias de chuva, acabou por afastar alguns possíveis voluntários. A ideia de ter um espaço de oficina fez sempre parte do projecto original. Antes de se começar com a Cicloficina no Bacalhoeiro, já tinha havido uma primeira tentativa de usar o espaço da cave do prédio onde funciona a Crew Hassan, ainda em 2006, quando eu e o Marcos andámos a limpar e arrumar o espaço para o poder usar, o que acabou por não acontecer. É neste mesmo local que agora, 2 anos depois dessa tentativa, a Cicloficina vai recomeçar.

Ter um espaço permite fazer mais coisas no âmbito da Cicloficina, por exemplo, construir bicicletas experimentais, preparar materiais de divulgação para outras acções e também funcionar como depósito de peças usadas que permitirão recuperar/montar bicicletas de uma forma económica para quem estiver interessado em adquirir uma mas não tem dinheiro para comprar nova. Entre muitas outras possibilidades...basta haver ideias e vontade.

Além do novo espaço, o regresso da Cicloficina traz consigo outras novidades: um sítio na web e um endereço de e-mail de contacto que, como disse a Ana aqui, contribuem para sedimentar a identidade do projecto e facilitar a sua divulgação e comunicação.

A Cicloficina vai funcionar todos os terceiros domingos de cada mês (antes da Massa Crítica) das 14h30 às 16h30 (embora possa prolongar-se até mais tarde se houver disponibilidade dos presentes) a começar já este domingo dia 16. Como neste momento só 3 pessoas estão envolvidas no reactivar da Cicloficina achou-se melhor começar por oferecer aquilo que é possível assegurar facilmente. Com o tempo, porém, à medida que se forem juntando novos voluntários, poderá ser alargado o período de funcionamento e criadas sessões adicionais.

Vejam neste mapa a localização da Cicloficina e apareçam este domingo!


sexta-feira, outubro 24, 2008

Outono Azul



Avenida 5 de Outubro

Esta é uma das manobras que os ciclistas de Lisboa têm que executar com maior frequência: passar veículos estacionados em segunda fila. À falta de fiscalização eficaz por parte das polícias e da Câmara Municipal, compete-nos denunciar sempre que possível esta situação e, mais importante, saber contornar o problema sem nos colocarmos em risco. Na foto vemos a manobra ainda em progresso, mas sem dúvida no bom caminho, com a ciclista a mudar para a via da esquerda. Correríamos um risco desnecessário se tentássemos passar entre o carro em segunda fila e a linha tracejada. De um lado existe a possibilidade da porta se abrir de repente e dada a nossa proximidade do carro o condutor não conseguiria ver-nos no retrovisor (ângulo morto). Do outro lado deixaríamos a via livre para os condutores passarem à velocidade que entendessem e sem se preocuparem com a margem de segurança que devem dar ao ciclista.

Segurança à parte, eu gosto desta foto! A ciclista talvez vá de encontro ao conceito "La Redoute" de "hippie chique" (embora este termo seja bastante universal e muito usado para além daquela revista) mas a mim parece-me que há algo mais genuíno aqui. A moda hippie chique é algo que tenho dificuldade em digerir por se tratar, julgo, de uma apropriação vazia de acessórios e padrões por uma classe pouco hippie e (não necessariamente) muito chique.

Deixando a moda, seja ela hippie, seja chique ou quer seja a junção das duas, esta bicicleta fica muito bem em qualquer estilo. O tom do azul é fantástico!


terça-feira, outubro 21, 2008

Casual vs. (ligeiramente) Formal



Avenida 5 de Outubro

Casual: sandálias, calções, t-shirt, mochila.

(ligeiramente) Formal: sapatos (com um laivo de ténis), calças, camisa, alforges.

Uma avenida, dois estilos. Dois estilos, duas bicicletas - montanha (casual) e híbrida (ligeiramente formal). Claro que nada disto é prescritivo, cada um pode usar a bicicleta que desejar como bem entender. Estes dois ciclistas escolheram assim.


segunda-feira, julho 07, 2008

Para ir às compras e não só


Praça Duque de Saldanha

Eis um cesto prático para quando se quer usar e também para quando não se quer. Apoia-se na bagageira, tira-se e volta-se a colocar. Simples. Fácil de encontrar à venda (pelo menos na Decathlon). O substituto perfeito do cesto dianteiro apoiado no guiador, para quem não aprecia, ou o complemento ideal deste, para quem anda muito carregado.


segunda-feira, junho 30, 2008

Fotos dos Leitores: os contributos da Vera


Esta foto foi tirada no arraial LGBT em Lisboa e acho-a fantástica. Tomara as estradas serem locais tão diversificados como o Terreiro do Paço esteve no sábado, ao invés da primazia de um modo de transporte - o automóvel particular - ditar as regras para todos os outros. O aumento da concorrência no asfalto entre diferentes meios de transporte irá também provocar um aumento da diversidade de tipos e modelos de bicicletas a circular. É um facto incontornável que, hoje em dia, as bicicletas de montanha (BTT) reinam sobre Lisboa, das mais baratas de hipermercado até às mais caras feitas em carbono. Não é que eu tenha algo contra isso, embora não use, simplesmente a minha sensibilidade estética faz-me gostar mais de outro tipo de bicicletas, mais urbanas e menos de montanha.

Tanto esta foto como a que se segue foram tiradas pela Vera, amiga fotógrafa que também gosta de bicicletas e já deu alguns contributos para o Bicicleta na Cidade. Vale a pena visitar a sua página no Flickr, eu gosto especialmente da série de fotos de Lisboa.
Esta outra foi tirada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - FCUL. Nela vemos estacionadas duas bicicletas Órbita: a tandem "Sintra" e uma "Classic". São ambas de fabrico português e a preços muito competitivos, tendo em conta a qualidade. É uma boa escolha para quem prefere comprar produtos nacionais ou duvida da qualidade do que é made in elsewhere.

Obrigado Vera!

sexta-feira, junho 27, 2008

Hugo e a sua Dahon Cadenza

O Hugo Jorge, "companheiro de pedaladas e activista pela promoção do uso da bicicleta e pelos direitos dos ciclistas" como já lhe chamaram no blogue da Cenas a Pedal, está de partida para bem longe de Lisboa. Há tempos tinha enviado para o Bicicleta na Cidade esta foto, uma das muitas com que colaborou neste blogue. No entanto, não encontrei momento mais oportuno do que este para finalmente publicá-la. A sua partida, espera-se, terá um "coro" de ciclistas que irá até ao Aeroporto de Lisboa após a Massa Crítica que se realiza hoje por todo o país e no próprio mundo! O cortejo prepara-se para seguir depois até à Fábrica do Braço de Prata onde às 20h30 começará o debate "Opções de transporte em Lisboa", organizado pela Plataforma de Discussão e Intervenção Ambiental.

Na foto vemos a Dahon Cadenza do Hugo, uma bicicleta que reúne a vantagem de ser dobrável sem ter o inconveniente da roda pequena, comum nestes modelos. Na contraluz da fotografia entrevemos o Hugo e o seu estilo urbano de usar a bicicleta, mesmo em zonas cuja paisagem mais fazem lembrar o campo. Também gostava de saber onde foi tirada a foto, Hugo! Fico à espera de uma resposta.

Boa viagem e um até já!


quarta-feira, maio 21, 2008

Bicicletas dos Leitores: Gonçalo e a sua GT Timberline

O Gonçalo fez chegar à nossa caixa do correio esta foto e o seguinte texto sobre a sua bicicleta:

"sempre gostei de bicicleta (em miúdo então), fazendo vários percursos em viagem de bicicleta pelo país. Passei para a motas e agora estou a recuperar este velho gosto. Quero evoluir e passar a utilizar a bicicleta no dia-a-dia.
Vou às compras, levar e buscar o filho à escola, só falta mesmo ir todos os dias para o trabalho de bicicleta (ainda sao 12kms para cada lado e chego suado!!).
Chega de conversa e cá vai a foto da minha GT Timberline de 1994. Com cadeira de bebé no porta-bagagens. Estou a fazer um acrescento deste para poder colocar os alforges com a cadeira colocada (tipo xtracycle) e estou a inventar um porta-bicicleta do puto!!

Nesta foto, íamos carregados. Para além do saco com compras, o gugas levava o pão e o farnel da escola e nas traseiras da sua cadeirinha ia a roda da frente da sua pequena bicicleta que tinha estado a desempenar na oficina!! eheh duvidas do poder de transporte de uma bicicleta???

abraço e continuação de bom trabalho!"

Não duvido do poder de transporte de uma bicicleta, sobretudo quando é posto em prática com tanto entusiasmo como o que o Gonçalo nos revela. Sobre o tipo xtracycle de que fala, vale a pena ver o site oficial e outros dois, um português e outro que não mas está cheio de fotos com exemplos.

Obrigado Gonçalo pelo testemunho e boa sorte no regresso ao mundo das duas rodas de propulsão humana!


segunda-feira, maio 12, 2008

Entre-os-Carros

Não é preciso ter uma bicicleta fashion para andar na cidade com estilo, embora ajude. Uma simples bicicleta de hipermercado, normalmente uma BTT daquelas que não aguentaria sair da estrada porque correria o risco de se desmantelar em poucos minutos, já faz toda a diferença quando o cenário à nossa volta está limitado à monotonia do automóvel e seus metalizados.

A ciclista desta foto dá a entender que percebe isso. A mala de senhora, o telemóvel na mão, os fones nos ouvidos...acrescentam algo mais à bicicleta. Eu não aconselho ninguém a usar fones enquanto pedala na estrada, mas na verdade é bastante comum encontrar ciclistas em Lisboa que o fazem. Talvez eles tenham outra opinião.

Se quiser comprar uma bicicleta que condiza melhor com a sua roupa, veja aqui o que deve ter em conta para poder pedalar confortavelmente e com estilo.


sábado, maio 10, 2008

Fim-de-semana no Bairro Alto

A Rua da Escola Politécnica, onde foi tirada esta foto, seria um paraíso para as bicicletas se o piso estivesse em melhor estado, entenda-se, com menos buracos e irregularidades. Isto porque permite ir do Largo do Rato até ao Bairro Alto, passando pelo Jardim do Príncipe Real entre outros locais de interesse, sem ter que subir as ditas colinas. Para quem vem do Marquês de Pombal, este percurso permite chegar ao Chiado e ao Largo Camões subindo apenas a Avenida Braamcamp, que não custa nada...mesmo para um principiante.

Os carris do extinto Eléctrico 24, que muitos querem ver reactivado (o que seria uma óptima ideia sobretudo para libertar o Eléctrico 28 da já sufocante e crescente procura turística) mantêm-se no local e não são um problema para os ciclistas desde que se tomem as necessárias precauções para evitar encarrilar a roda da bicicleta (atravessar com a roda a 40º dos carris). Aliás, os carris até podem vir a dar uma grande ajuda às bicicletas no futuro, se o Eléctrico 24 for reactivado e os responsáveis da Carris permitirem o transporte de bicicletas desde o Cais do Sodré, facilitando a subida da Rua do Alecrim até ao Chiado, da Rua da Misericórdia, da Rua de São Pedro de Alcântara...até chegar à Rua da Escola Politécnica. Pensem nisso, se estiverem a ler!

Para quem costuma sair à noite no Bairro Alto, a Rua da Escola Politécnica é uma óptima forma de lá chegar evitando a confusão do Chiado, do Metro e de quem procura lugar para estacionar o carro no Largo Camões. É também um óptimo local para estacionar a bicicleta - visível e movimentado q.b. sem se tornar excessivo como dentro do Bairro Alto.

Para quem gosta de usar capacete, o ciclista desta foto dá-lhe uma sugestão alternativa (de bom gosto!) ao formato mais standard desse objecto, para que possa usá-lo com estilo enquanto vai para o Bairro Alto, por exemplo.


quarta-feira, maio 07, 2008

Eu amo Lisboa

Foto tirada na Massa Crítica de Lisboa, em Abril de 2008

A cidade ganha um brilho diferente sempre que passa um/a ciclista. Sobretudo quando a bicicleta em que viaja nos inspira alguma novidade, como estes alforges floridos. Nunca tinha visto tal coisa por estas bandas, nem noutro lado. O Jardim do Príncipe Real, em fundo, acrescenta à foto quelque chose que je ne sais quois. Talvez aquela magia de um jardim que para efeitos de uso político está decadente e para quem não consegue passar sem ele está lá, como sempre esteve.

O cartaz vale por si e demonstra algum potencial da bicicleta para fazer publicidade. Eu amo Lisboa!

quarta-feira, outubro 24, 2007

Festival Bike Portugal 2007 - 2, 3 e 4 Novembro

De 2 a 4 de Novembro de 2007 realiza-se em Santarém, no CNEMA - Centro Nacional de Exposições, a 4ª edição do Festival Internacional da Bicicleta, Equipamentos e Acessórios e o 4º Salão de Ciclismo Profissional.

Horário:

Dia 02/11(Sexta-feira)

10h00 - 17h00 (profissionais)

17h00 - 23h00

Dia 03/11 (Sábado)

10h00 – 23h00

Dia 04/11 (Domingo)

10h00 – 20h00

Bilhetes

Bilhetes de 1 dia: 4,00 €
Bilhete Feira (3 dias): 6,00 €
Crianças até 11 anos (inclusive) não pagam

Mais informações aqui.