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terça-feira, março 20, 2012

Cursos para utilizadores de bicicleta: condução e mecânica

Em Março voltam a Benfica os cursos de condução de bicicleta,  organizados pela Cooperativa POST. A nova temporada traz novidades na oferta lectiva, com cursos de mecânica simples para o dia-a-dia e para o viajante. Ideal para quem pretende viajar de bicicleta este verão!

Além da mecânica, que na última temporada fazia parte integrante dos cursos de condução, há também novos níveis de ensino: o nível zero "aprender a andar de bicicleta" e o nível avançado de "condução de bicicleta na cidade", onde os ciclistas aprenderão a circular em vias de tráfego intenso, como sejam avenidas e rotundas multi-vias.

Os cursos são dirigidos a todas as pessoas que pretendam usar a bicicleta com maior frequência, autonomia, conforto e segurança nas suas deslocações quotidianas e/ou em viagens. A coordenação é da minha responsabilidade, enquanto mecânico profissional e instrutor de condução de bicicleta certificado pelo National Standard britânico, grau conferido pelo Cyclists’ Touring Club do Reino Unido.

Vejam mais informação sobre os cursos, datas e inscrições nos links que seguem abaixo. O primeiro dia é já este sábado dia 24, com os cursos "aprender a andar de bicicleta" e o nível 1 de "condução de bicicleta na cidade".


Dirigido a todas as pessoas que não sabem andar de bicicleta e desejam aprender. Noções básicas de como usar a bicicleta, como equilibrar-se, como iniciar a marcha, curvar e parar em segurança. Pretende-se ensinar quem nunca andou de bicicleta a fazê-lo num ambiente seguro, discreto e usando uma metodologia eficiente que permite atingir os objectivos em poucas horas.

Através de aulas teóricas e práticas de iniciação à condução de bicicleta no trânsito, pretende-se dotar os participantes com conhecimentos que lhes permitam usar a bicicleta e a circular na estrada em segurança e com confiança. Pretende-se igualmente motivar as pessoas para esta opção.

Dirigido a todos os utilizadores de bicicleta independentemente da distância que percorram ou frequência com que a usam. O objectivo deste curso é ensinar os participantes a resolver problemas mecânicos com poucas ferramentas, nomeadamente as mais comuns. Identificar e solucionar problemas mecânicos que possam surgir antes, durante e depois de uma viagem de bicicleta. Este curso é pensado na óptica do utilizador e não da mecânica profissional, pelo que se privilegiará o uso das ferramentas mais comuns e universais mas também soluções inventivas que possam solucionar os problemas identificados. Ideal para quem pretende fazer uma viagem longa em bicicleta – cicloturismo.

sábado, novembro 26, 2011

Sinal dos tempos

in Público, sexta-feira 25 de Novembro 2011

Foquemo-nos nesta imagem. Esqueçamos por momentos o ambiente que a rodeia - a greve geral de quinta-feira 24 de Novembro. Que não se dê importância aos sintomas de uma mudança latente, senão por demais evidente, quando no jornal se lê que "muitos dos que decidiram não fazer greve optaram por dar corda aos sapatos: foram a pé, de bicicleta, de skate e até de patins em linha". Parece-me exagerada a descrição, mas também isso pouco interessa. O contraste desta citação com outras de greves passadas, onde o recurso ao táxi e ao automóvel privado era descrito como solução para a falta de transportes públicos, é um sinal da mudança dos tempos.

Por vezes fica-nos a sensação de que a narrativa já está escrita antes mesmo da notícia ter sido produzida ou, até, dos factos que a sustentam terem acontecido. A notícia faz o acontecimento, o acontecimento não garante que se faça a notícia.

Ontem foi notícia que as bicicletas, os skates e os patins em linha substituíram os transportes públicos. Aparentemente, os táxis e os automóveis privados deixaram de ser solução. Desapareceram. Da notícia, entenda-se. Numa guerra de números de adesão à greve entre Governo e sindicatos, a notícia opta por eliminar qualquer número da sua leitura. Não interessa quantos táxis e automóveis nem quantas bicicletas.

Por isso foquemo-nos na imagem e esqueçamos por momentos o ambiente que a rodeia, já que nada podemos tomar como garantido pelo que nos é dado a ler.

Vemos três bicicletas no mesmo plano. Em Entrecampos, no final da ciclovia do Campo Grande. Para quem está atento às ruas, sabe que momentos como este vão acontecendo com maior frequência em Lisboa. Seria possível captar este "momento Kodak" há apenas alguns anos atrás nesta mesma cidade?

Assumindo que o fotógrafo Rui Gaudêncio não perdeu a manhã toda à espera de ciclistas, elogio-lhe este trabalho por captar o espírito do tempo actual. O que fica desta imagem, o que Roland Barthes poderia chamar o studium desta foto, é a evidência de haver mais bicicletas a circular em Lisboa. Hoje.

sábado, maio 22, 2010

Questionário sobre utilização da bicicleta na cidade



Recebemos um e-mail do Raul com o seguinte pedido:

"sou um aluno do Instituto Superior Técnico e, no âmbito da minha tese de mestrado, estou a fazer um questionário sobre os critérios de decisão dos ciclistas na sua escolha de percursos na cidade.
Caso seja possível, pedia-lhe a sua ajuda na divulgação (e já agora no preenchimento :) do questionário. Está on-line em http://www.zoomerang.com/Survey/WEB22AL5PV4JM2 .

Desde já obrigado."

Eu já respondi e gostei do conteúdo, penso que se poderá recolher informação muito interessante para análise!

sábado, dezembro 19, 2009

Bicicleta nos transportes públicos - o passo em frente da Carris



Bicicleta "Amarelo-Carris". Diferente de "Bike Bus" da Carris. Junho 2009

Apesar de já não ser uma novidade no momento em que escrevo, talvez haja ainda muita gente que não conhece o novo serviço da Carris: o Bike Bus. Depois de uma primeira experiência com um serviço tão limitado que o tornava quase impraticável (apenas 4 carreiras de autocarros só acessíveis às bicicletas aos fins-de-semana e feriados), em Agosto a Carris decidiu criar um serviço verdadeiramente útil ao ciclista do dia-a-dia (e não só aos utilizadores de fim-de-semana) disponibilizando o transporte de bicicletas em 6 carreiras de autocarros e (crème de la crème) durante 7 dias por semana!

As carreiras são a 21 (Saldanha - Moscavide Centro), 24 (Alcântara - Pontinha), 25 (Estação Oriente - Prior Velho), 31 (Av. José Malhoa - Moscavide Centro), 708 (Martim Moniz - Parque das Nações) e 723 (Desterro - Algés). Da minha experiência, posso dizer que esta última carreira é uma excelente alternativa para quem mora na zona do Restelo e Ajuda, que são zonas difíceis de alcançar em bicicleta sobretudo depois de um dia de trabalho.

Este novo serviço e os elogios que vários utilizadores de bicicleta lhe têm dedicado é a melhor resposta que a Carris poderia ter dado a este blogue, que ainda há poucos meses fora tão crítico para com a empresa noutro post.

Embora essa crítica diga respeito a outro assunto, que não sei até que ponto foi resolvido pela empresa, eu vejo ainda outras razões para celebrar e elogiar a Carris. O novo site é muito mais funcional e agradável, embora (e voltando à crítica) são precisos alguns minutos ou algumas visitas até ficarmos familiarizados com o formato. Ou seja, eu diria que o site é, mais do que user friendly, um use first, then become friends with. O mesmo pode ser dito de todo o design e simbologia do mapa da rede, também este com algumas melhorias recentes sobretudo ao nível da sua distribuição (alguns autocarros já o têm disponível numa das janelas) e simplificação (várias paragens têm agora um pequeno mapa apenas com as ligações das carreiras que por lá passam).

Nos últimos meses tenho sido um utilizador mais frequente da Carris (por vezes mais frequente do que gostava) e isso tem a ver com o último dos meus elogios: para quem usa Zapping como eu (afinal de contas sou um ciclista a maior parte do tempo e não se justifica pagar um passe mensal) a Carris tem uma enorme vantagem face ao Metro caso a nossa viagem de ida e volta demore menos de uma hora - só se paga uma viagem! Por isso façam as contas ao tempo que vão demorar a ir "tratar daquele assunto"...

Para mais informações sobre as condições de acesso das bicicletas nos transportes públicos de Lisboa, vejam aqui.


terça-feira, junho 02, 2009

Reclamação à CARRIS



A gerência do Bicicleta na Cidade recebeu há tempos um e-mail de uma ciclista a expor a sua situação: trata-se de uma utilizadora de bicicleta dobrável que, para evitar a subida acentuada num troço do seu percurso diário, utiliza uma das carreiras da Carris. Este post serve para dar a conhecer o caso desta ciclista que, suponho, não deve ser o único e tenderá a generalizar-se nos próximos tempos.

Uma vez que eu faço questão de publicitar as vantagens da intermodalidade bicicleta + transportes públicos e de divulgar as condições dos vários operadores em Lisboa, empenhei-me a escrever à Carris para obter um esclarecimento sobre as condições para o transporte de bicicletas dobráveis, algo que não está especificado pela empresa. Aqui segue um resumo da história e-mail por e-mail. Se não quiser ler tudo, salte a parte das citações e leia o resumo das conclusões no final.

A queixosa:

«Decidi comprar uma bicicleta pequena, que pesasse pouco, que se dobrasse, assim bem versátil. E consegui uma com apenas 10kg, roda 14, que se dobra toda e tem a possibilidade de ficar bastante pequena. Desta forma, poderia transporta-la nos transportes e ir até eles e até ao trabalho. Trabalho perto do Palácio Nacional da Ajuda e quer saindo na estação de Belém, quer saindo em Algés todos os caminhos são a subir... daí que me convém apanhar um autocarro e fazer um pouco de caminho de bicicleta.
Mas acontece que não conheço muito e gostava que me informassem sobre o transporte deste tipo de objectos nos autocarros públicos da carris. Dizem-me: " bicicletas aqui só aos fins de semana"; "não pode trazer aqui a bicicleta, se aparecer o fiscal a senhora é responsável"; "não pode trazer isso aqui, já viu aquilo ali? (e aponta para um letreiro que se encontrava por cima do lugar do motorista, que dizia que não era permitido transportar bagagens grandes). Quanto mais uma bicicleta!". Comentários deste género deixam-me bastante triste...e desanimada... Mas que hei-de eu fazer?
Não há coerência nos vários transportes. Na CP já não há qualquer tipo de problema e na CARRIS uns motoristas reclamam e outros não dizem nada.
(...) Quer dizer compro eu uma bicicleta bem pequenina para poder andar com ela nos transportes e vou ter que a arrumar como as outras?
Qual é a lei exactamente para o transporte destes veiculos nos transportes públicos?»

O pedido de esclarecimento à Carris:

«acabo de receber uma reclamação de uma cliente da Carris que teve alguns problemas com o transporte da sua bicicleta dobrável nos vossos autocarros. Como saberão, as bicicletas dobráveis, quando dobradas, ocupam o espaço equivalente a uma pequena mala de mão. No entanto, segundo a queixosa, as regras não são claras e estão sujeitas à interpretação dos condutores, permitindo-lhe o acesso nalgumas vezes e vedando-o noutras.
Deste modo, venho assim pedir o esclarecimento das regras da Carris para o transporte de bicicletas dobradas nos seus autocarros de forma a facilitar a escolha aos utentes que queiram fazer viagens partilhadas de bicicleta+autocarro, usufruindo das vantagens da intermodalidade nos transportes.


A resposta da Carris (pelo provedor do cliente):

«Encontra-se legalmente estabelecido (art.º 167º do Regulamento dos Transportes em Automóveis) que no transporte urbano a bagagem deve ser transportada nos lugares adequados e desde que, pelas suas dimensões e natureza, não incomode ou prejudique os outros passageiros ou danifique os veículos.

Assim, o transporte de bagagem de grande dimensão (do tipo volumes ou malas de viagem) não é compatível com a tipologia dos veículos urbanos da Carris e é susceptível de causar prejuízo ou incómodo aos restantes passageiros, nomeadamente no caso de veículos com ocupação significativa.

Assim, nos veículos da Carris apenas deverá ser transportada “bagagem de dimensão reduzida”, a qual deverá ser colocada preferencialmente nos locais a tal destinados (nos autocarros, normalmente sobre a roda da frente esquerda).

A título de referência, deve entender-se por “bagagem de dimensão reduzida” a que tiver as dimensões máximas de 55 x 40 x 20 cm.

A aplicação desta restrição de acesso é particularmente importante junto aos terminais de transporte pesado, particularmente no Aeroporto. Neste local, existem carreiras especialmente vocacionadas para o transporte de passageiros com bagagem: AeroBus (carreira 91) e AeroShuttle (carreira 96).

Esta restrição deverá ser aplicada com a conveniente flexibilidade, nomeadamente em caso de reduzida ocupação dos veículos em que não se verifique risco ou incómodo para os restantes passageiros.

Esta situação é decorrente de inúmeras reclamações de clientes que chegam por vezes a não ter possibilidades de ocupar lugares (bancos), ocupados com bagagem e pondo em causa a segurança de outros passageiros.

Relativamente ao transporte, como bagagem, de uma bicicleta dobrável será necessário perceber para além das características dimensionais que, segundo a informação, não ultrapassam as dimensões de uma pequena mala de mão, se existem outras características que possam pôr em causa a segurança e conforto dos restantes passageiros, tais como partes metálicas salientes.

Sendo objectivo dos condicionamentos ao transporte de bagagem a salvaguarda da segurança e conforto da generalidade dos passageiros, estão transmitidas aos nossos Tripulantes instruções no sentido de aplicarem estes condicionamentos com flexibilidade tendo em consideração a ocupação dos veículos.»

Já leu tudo? Se não, eu resumo: a Carris tem definidas as medidas máximas da bagagem que se pode transportar em qualquer situação (55 x 40 x 20 cm). Para todas as bagagens (e bicicletas) que ultrapassem estas medidas, a Carris deu instruções aos motoristas para serem flexíveis sempre que a ocupação do autocarro seja reduzida.

O problema para os ciclistas ávidos de intermodalidade com bicicletas dobráveis é que a excepção não faz a regra e não se pode contar com a benesse dos motoristas e da empresa numa base diária e muito menos num percurso casa-trabalho que exige horários apertados e pouca margem para "eventualidades".

Se eu fosse júri de um prémio de mobilidade em bicicleta para empresas de transporte teria este factor em conta para atribuir ou não um prémio (ei, espera lá...eu posso criar o meu próprio prémio mobilidade! E oferecer a minha simpatia e reconhecimento em troca). Não basta parecer que se é amigo das bicicletas; abrir uma excepção para as bicicletas dobráveis é sinónimo de ausência de uma política empresarial dedicada ao seu transporte.

Penso que todos os ciclistas compreendem as razões alegadas pela Carris no que respeita à segurança e falta de espaço e todos devemos concordar que a primazia deve ser dada ao transporte de passageiros e não de bagagens - primeiro as pessoas, depois os seus bens. No entanto, esta "flexibilidade" que pode parecer simpática (e é, mas não passa disso mesmo) cria uma espécie de limbo no qual os utentes não podem confiar, ninguém pode planear uma viagem com rigor em função dessa flexibilidade.

A solução, caso a Carris queira ser mais do que uma "entidade simpática" para os utilizadores de bicicleta (dobrável e não só), implicará criar regras claras e menos sujeitas às vicissitudes do dia-a-dia. E isso dá trabalho, ao contrário de abrir excepções quando os autocarros estão vazios, que é fácil. Já fizemos referência no Bicicleta na Cidade a uma solução que a Carris poderá adoptar, que facilita o transporte de bicicletas a qualquer hora - a instalação de suportes exteriores, como estes das imagens abaixo.









segunda-feira, fevereiro 16, 2009

Com Chuva: todas as dicas para continuar a pedalar



Este texto não tem como objectivo rogar pragas ao bom tempo nem é uma espécie de dança da chuva! No entanto, se ela surgir por outros motivos que nos são alheios, estas são as nossas recomendações para uma condução confortável, não menos segura e até, quiçá, mais divertida.

Lisboa não se pode queixar do seu clima nem dos níveis de precipitação anual que por aqui se registam. Além disso, quem vive nesta cidade sabe que são mais comuns os aguaceiros fortes mas curtos do que as chuvas que se prolongam dias inteiros. De tal modo que é frequente esperar-se 5 a 10 minutos até que pare de chover para seguirmos o nosso caminho a pé ou de bicicleta.

Assim, é mais frequente andar-se de bicicleta com piso molhado do que sob a chuva. Deve ter-se em atenção as alterações na condução que o piso molhado implica:
  1. Para evitar derrapar quando o piso está escorregadio, não use o travão dianteiro durante as curvas, utilize preferencialmente o travão de trás. Tenha também em conta que a capacidade de travagem da sua bicicleta diminui quando molhada.

  2. Alguns tipos de piso tornam-se particularmente escorregadios quando molhados, como o piso em paralelos, os carris de eléctrico e todas as superfícies metálicas e ainda a tinta de sinalização horizontal. Tenha especial atenção nestas zonas, assim como em estradas com muita água acumulada à superfície.
Os guarda-lamas são a ajuda indispensável para uma condução confortável em piso molhado e sem sujar a roupa. Há vários modelos disponíveis nas lojas adaptáveis a todos os tipos de bicicleta. Normalmente os modelos para bicicletas de montanha são pouco eficazes a evitar salpicos de água para as costas do ciclista ou para a sua cara. Os modelos de guarda-lamas para bicicletas de cidade ou de estrada, que cobrem uma área maior da roda, resultam melhor. Alguns modelos incluem de origem uma pala na extremidade que aumenta a sua eficácia, sendo que muitas vezes esta pode ser adicionada se o ciclista quiser.

Use um saco de plástico, ou qualquer outro impermeável, para cobrir o selim quando estaciona a bicicleta na rua. Este é um pormenor que pode fazer toda a diferença para o nosso conforto nos dias de chuva e evitar surpresas desagradáveis quando queremos chegar secos a algum lado.

Vestuário
Para circular de bicicleta à chuva existem diversas opções de vestuário impermeável mas, como a escolha de cada pessoa depende também de opções estéticas, vamos limitar-nos ao essencial.

É essencial ter uma capa ou casaco impermeável que proteja o tronco, os braços e algo que cubra as cochas (seja uma capa, umas calças ou rainlegs), visto serem estas as zonas do corpo mais expostas à chuva. Para proteger a cabeça deve ter-se cuidado com o uso de alguns capuzes que reduzem a visibilidade lateral e traseira. Existem modelos de capuzes mais sofisticados que incluem uma pala, incomodando e afectando menos a visibilidade do ciclista. Uma boa alternativa é usar um chapéu impermeável.

Os sapatos devem ser impermeáveis ou estar protegidos, existem capas para o efeito mas há também quem use sacos de plástico! Para quem o fizer, tenha atenção à aderência aos pedais.

Por mais tecnologia que exista, usar um impermeável aumenta sempre a retenção de calor do corpo, mesmo nos modelos com sistema de respiração, sendo por isso mais fácil atingir o ponto de transpiração sobretudo se pedalar com intensidade. A condução de bicicleta à chuva exige cuidados redobrados e um ritmo moderado pode ajudá-lo a evitar a transpiração assim como situações de risco.


terça-feira, outubro 21, 2008

Casual vs. (ligeiramente) Formal



Avenida 5 de Outubro

Casual: sandálias, calções, t-shirt, mochila.

(ligeiramente) Formal: sapatos (com um laivo de ténis), calças, camisa, alforges.

Uma avenida, dois estilos. Dois estilos, duas bicicletas - montanha (casual) e híbrida (ligeiramente formal). Claro que nada disto é prescritivo, cada um pode usar a bicicleta que desejar como bem entender. Estes dois ciclistas escolheram assim.


segunda-feira, junho 09, 2008

Uma semana quente e descansada

Avenida da República

Nada melhor que uma semana com dois feriados e a temperatura de verão a começar em Lisboa para festejar o Santo António. A semana que começa hoje é por isso uma ode ao descanso e à boa vibe dos dias de verão, mesmo que vá trabalhar.

Naturalmente se associa a bicicleta às zonas balneares de Portugal onde costumávamos passar férias, ou outras que não fossem no rectângulo, ou outras ainda que não eram balneares. Para muitos será também essa a memória que têm dos momentos das suas vidas em que mais andaram de bicicleta. Na verdade, o nosso mapa mental diz-nos:

BICICLETA = férias = calor = praia OU campo OU coisa que o valha = boa disposição = - stress + sexo = felicidade OU o que quer que isso seja.

Andar de bicicleta em Lisboa é, portanto, como trazer o campo para a cidade, a Costa da Caparica e o Meco para a margem norte, os melhores dias do ano para o nosso quotidiano. Não me refiro àqueles que detestam as férias por serem o período do ano em que têm de aturar os putos e ainda o resto da família. Para esses, a bicicleta deve ser apenas "aquela coisa que eu vou ter que pôr no tejadilho do carro antes de me ir embora".

Uma boa semana!

segunda-feira, outubro 01, 2007

Condições de Acesso das Bicicletas aos Transportes Públicos - Lisboa

Última actualização: 26 de Outubro de 2011
Para saber mais, ver Intermodalidade: Bicicleta - Transportes Públicos

CP:
Gratuito sem limitações horárias. "Cada Cliente pode transportar apenas uma bicicleta".
  • Comboios Urbanos: "o transporte é autorizado exclusivamente nas carruagens identificadas para o efeito".
  • Comboios Regionais: "para poder transportar a sua bicicleta deve dirigir-se ao Operador de Revisão a quem competirá sempre emitir o seu título de transporte (do cliente) e garantir, ou não, o transporte do respectivo velocípede uma vez que o mesmo está sujeito a limitações do espaço disponível e da tipologia do material circulante que é utilizado" (ler mais).
Fertagus: Gratuito sem limitações horárias. "É permitido o transporte gratuito de Velocípedes nos comboios da Fertagus, todos os dias da semana, exceto quando se verificarem grandes aglomerações de Passageiros seja na plataforma, seja no interior do comboio. Neste caso os utilizadores de velocípedes deverão aguardar pelo final da aglomeração de Passageiros e respeitar as indicações que lhes sejam dadas pelo Pessoal da Fertagus para o efeito." (ler mais).

Metropolitano de Lisboa: Gratuito com horário condicionado. Nos dias úteis a partir das 20h00 e durante todo o dia aos fins-de-semana e feriados. "Só é permitido o transporte de, no máximo, duas bicicletas por carruagem e desde que não se verifiquem grandes aglomerações de passageiros" (ler mais).

Transtejo/Soflusa: Gratuito sem limitações horárias nas seguintes ligações:
  • Montijo - Cais do Sodré: lotação de 3 bicicletas
  • Seixal - Cais do Sodré: lotação de 3 bicicletas
  • Trafaria - Porto Brandão - Belém: lotação de 15 bicicletas. Nota: Na Trafaria para navios de classe Cacilhense a lotação é de 6 Bicicletas.
  • Barreiro - Terreiro do Paço: a lotação deste transporte é condicionada a 2 bicicletas entre as 06h30 e as 09h30, no sentido Sul/Norte, e as 17h00 e as 20h00, no sentido Norte/Sul. Fora destes períodos, a lotação é de 5 bicicletas.
Gratuito com horário condicionado nos dias úteis na ligação Cacilhas - Cais do Sodré. Este transporte não é permitido entre as 06h30 e as 09h30, no sentido Sul/Norte, e as 17h00 e as 20h00, no sentido Norte/Sul. Fora destes períodos, a lotação é de 3 bicicletas (ler mais).

Carris: Gratuito sem limitações horárias, com ligações condicionadas. Nas carreiras de autocarro 21 (Saldanha - Moscavide Centro), 24 (Alcântara - Pontinha), 25 (Prior Velho - Estação Oriente), 31 (Av. José Malhoa - Moscavide Centro), 708 (Martim Moniz - Parque das Nações) e 723 (Desterro - Algés). Cada autocarro tem capacidade máxima para quatro bicicletas (ler mais).

quarta-feira, setembro 19, 2007

Intermodalidade: Bicicleta - Transportes Públicos



Para saber mais, ver Condições de Acesso das Bicicletas aos Transportes Públicos - Lisboa

Umas das características mais vantajosas da bicicleta, entre outras, é a sua versatilidade. Como tal, ela permite transportar e ser transportada. Em distâncias grandes, terrenos acidentados ou simplesmente quando não nos apetece pedalar, podemos complementar a viagem com outro meio de transporte - comboio, metropolitano, barco ou autocarro.

A intermodalidade bicicleta-transportes públicos está em crescendo, permitindo cada vez mais combinações e em horários cada vez mais alargados, embora haja ainda muito que fazer para atingir uma situação ideal. A tendência dos dias de hoje é favorável aos ciclistas, mas a rapidez com que estas mudanças ocorrem depende, em parte, da adesão da população às facilidades criadas. Por isso, antes de desanimarmos é importante exigir melhores condições.

Quando se opta por articular a viagem com outro meio de transporte temos duas opções: levar a bicicleta até ao destino ou deixá-la estacionada junto à estação de partida. Se optarmos pela segunda, é importante deixar a bicicleta num local seguro - visível e movimentado - que nem sempre corresponde ao local definido para o estacionamento de bicicletas. Por exemplo, na estação de Metro do Senhor Roubado, em Lisboa, já foi reportado um roubo de bicicleta, precisamente num local de estacionamento com pouca visibilidade.

Se optarmos por levar a bicicleta connosco até ao destino teremos que enfrentar várias restrições, dependendo dos operadores de transporte. Isto no caso da bicicleta ser de quadro rígido. Em alternativa podemos optar por uma bicicleta dobrável, que é equiparável a uma mala, e deixamos de estar limitados aos horários e preços cobrados para o transporte da bicicleta.

Os diferentes operadores definem para si as regras para o transporte de bicicletas, o que origina uma multiplicidade de condições, horários e preços, que dificultam a tarefa ao passageiro-ciclista. Para facilitar um pouco a escolha de quem pretende levar a bicicleta, deixamos aqui as condições em vigor de cada um dos operadores de Lisboa.



terça-feira, julho 03, 2007

Estacionamento, Cadeados e Prevenção de Roubo

Existem actualmente alguns locais dedicados para o estacionamento de bicicletas em Lisboa mas, na verdade, são muito poucos. Além da pouca quantidade de parques próprios, alguns deles não são os mais seguros dada a sua forma não permitir prender mais do que uma roda da bicicleta, e o resultado pode ser este...
fonte: http://www.fpcub.pt/

Felizmente a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) recomenda parques de estacionamento com tipologia em U invertido, o que permite prender ambas as rodas e o quadro da bicicleta. A maior parte dos parques públicos existentes na cidade são deste tipo embora existam muitos outros, talvez em maior número, que seguem a tipologia da foto acima e podemos encontrá-los junto de edifícios públicos (sobretudo nas Universidades) e edifícios privados.
Estação de Metro - Entrecampos

Faculdade de Letras - Cidade Universitária

Uma vez que não há muitos parques de estacionamento é necessário pensar em alternativas. A bicicleta é um veículo que ocupa pouco espaço e como tal é fácil estacioná-la "à porta" de qualquer local - o chamado estacionamento porta-a-porta, que é sem dúvida uma das vantagens da bicicleta e permite-nos chegar mais rápido ao destino. Estacionar à entrada do local de trabalho, do supermercado, do restaurante ou do bar tem também a vantagem de nos permitir ver mais facilmente e com frequência se alguém está a tentar ou planeia roubar a bicicleta.

Os locais mais usados para prender bicicletas em Lisboa são os postes de sinalização vertical, candeeiros de rua, semáforos, gradeamentos e as barreiras junto aos passeios. Estes suportes existem por toda a parte e são relativamente seguros, embora no caso dos postes de sinalização vertical seja conveniente testar a sua firmeza (muitos têm a base solta e podem ser deitados abaixo facilmente). O importante é garantir que todas as partes da bicicleta estão devidamente protegidas - rodas, quadro e selim.
Poste sinalização vertical

Barreira junto ao passeio

Cadeados
Há poucas certezas universais, mas uma delas é esta: nenhum cadeado é 100% seguro. Quando compramos um cadeado novo devemos ter em conta vários factores: o peso extra que estamos dispostos a carregar, a qualidade da bicicleta, os locais onde a estacionamos habitualmente e o tempo que permanecerá em cada sítio. O preço a pagar pelo cadeado deve ser pensado em função destas variáveis.

Os cadeados mais comuns à venda em Portugal podem ser divididos em dois tipos: os de corrente ou cabo de aço e os rígidos, normalmente uma barra de ferro em forma de U. É claro que estes últimos são mais seguros mas também mais pesados e caros.
Contudo, antes de optarmos por um destes tipos de cadeado devemos ter em conta outro factor: muitos dos roubos de bicicleta acontecem forçando o canhão da fechadura, e não cortando a corrente ou cabo. É importante testar a resistência do canhão e ver qual o tipo de chave que usa:
Canhão de chave normal - em geral são menos resistentes

Canhão de chave tubular - é mais difícil forçá-los através da fechadura

Prevenção de Roubo
Uma vez que os cadeados nunca são 100% seguros, o melhor que podemos fazer é reduzir as probabilidades de roubo. Ter um bom cadeado ajuda a preveni-lo. Ter dois cadeados também, se usados em articulação para prender as rodas, o quadro e o selim. Se substituirmos os fechos rápidos das rodas e do selim, com que muitas bicicletas vêm de origem, por apertos normais de parafuso ou por um sistema de chave própria, a bicicleta torna-se menos tentadora e inclusive poderemos abdicar de prender essas partes com o cadeado.

O importante é tornar a bicicleta visivelmente pouco tentadora. O último modelo de uma boa marca exigirá sempre maior aparato de segurança que uma bicicleta vulgar e já com alguma ferrugem...
Estacionar a bicicleta em ruas movimentadas é outra forma de reduzir o risco. Se houver muitos peões no passeio será mais difícil ao assaltante não ser visto.

Por fim, há que ter em consideração que quanto mais bicicletas existirem, maior a probabilidade de haver roubos, como está provado noutras cidades. Por outro lado, quando há várias bicicletas estacionadas num mesmo local, uma das formas de prevenção de roubo passa a ser o termo de comparação - basta que a nossa bicicleta esteja mais protegida do que as que estão à sua volta para reduzir substancialmente o risco de ser roubada.

terça-feira, novembro 21, 2006

De bicicleta para o trabalho: o trajecto



Quando se decide andar de bicicleta em Lisboa é necessário optar por percursos mais adaptados a este meio de transporte. Para isso, há que ter em conta as seguintes adversidades que devem ser evitadas:

  • Declives acentuados
  • Estradas muito movimentadas e com velocidades elevadas
  • Níveis elevados de poluição
  • Pisos degradados

Nem sempre é possível evitar algum destes pontos, o que pode tornar a viagem mais cansativa e menos agradável. Em todo o caso, a escolha do trajecto é sobretudo uma decisão pessoal, ponderada de acordo com a capacidade, experiência e vontade de cada um.

Quando se escolhe um percurso para fazer de bicicleta devemos pensar como ciclistas e não como automobilistas, optando preferencialmente por zonas onde o volume de tráfego seja menor, como nas áreas residenciais. No entanto, não podemos esquecer que o lugar da bicicleta é na estrada, ao abrigo do n.º 2 do artigo 90.º do Código da Estrada, e como tal devem ser tomadas algumas precauções (ver Segurança na Estrada).

A bicicleta é um veículo fácil de manobrar e muito versátil, o que lhe permite circular por zonas onde um carro terá muita dificuldade. Além disso, a cidade de Lisboa oferece várias alternativas às grandes avenidas, através das ruas de trânsito local que atravessam os bairros da cidade. Estas ruas, por serem pouco movimentadas, são também mais agradáveis e permitem ao ciclista desfrutar do caminho enquanto se dirige para o trabalho. Aproveite para conhecer Lisboa de bicicleta, verá que a facilidade de circulação e estacionamento lhe permitirão viver a cidade de outra forma.

O facto de haver alternativas não significa que a utilização da bicicleta nas grandes avenidas seja desaconselhada, pelo contrário. Na Avenida da Liberdade e Avenida da República, por exemplo, é seguro e bastante cómodo circular pelas vias laterais.
Para outras avenidas, o ciclista poderá optar por circular na faixa BUS, situação que não está prevista no Código da Estrada mas que oferece maior segurança.

Poderá consultar sugestões de percursos cicláveis nos sites Bikely e ViaMichelin (será necessário alterar nas opções o meio de transporte para bicicleta).

Tenha uma boa viagem!


quinta-feira, outubro 05, 2006

De bicicleta para o trabalho: a bicicleta

À partida qualquer bicicleta serve para andar na cidade: montanha, corrida, híbridas e, claro, urbanas. O mais importante é que se sinta confortável com a sua bicicleta.

No caso de querer adquirir uma nova dirija-se a qualquer loja de bicicletas, não é necessário que seja muito especializada. Pense no tipo de uso que fará com a bicicleta: quantos quilómetros vai percorrer em média diariamente, o que terá de transportar consigo, quais as condições climatéricas prováveis, etc. Procure saber junto do vendedor a bicicleta que melhor se adapta a si e ao seu tipo de uso. Confira o tamanho do quadro, é essencial para que se sinta confortável.

Exemplos de bicicletas adaptadas à cidade

bicicleta híbrida

bicicleta montanha

bicicleta montanha adaptada

bicicleta dobrável

Algumas limitações

É provável que se depare com um problema comum em Portugal: terá à sua escolha um vasto leque de bicicletas de montanha e de corrida a vários preços mas pouca variedade de bicicletas urbanas ou híbridas. Pode dar-se o caso de encontrar apenas um modelo disponível em algumas lojas, mas não desanime e se não gostar do que a loja tem para lhe oferecer procure outra. Não desista nem se acomode a uma bicicleta se não se sentir totalmente satisfeito.

Não compre uma bicicleta de montanha apenas porque existem muitas na loja e o vendedor lhe recomendou uma, nem se deixe seduzir pelas bicicletas mais caras. Existem muitas BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno) no mercado com preços para todos os gostos e é normal que lhe aconselhem a compra de um qualquer modelo porque, na verdade, não existem muitas alternativas, qualquer que seja a loja. As bicicletas de montanha adaptam-se relativamente bem ao uso urbano mas não são as mais indicadas para isso. Se optar por uma destas bicicletas, deverá ter em conta as seguintes questões:

Os pneus largos provocam maior atrito no asfalto e obrigam-no a fazer mais força ou a andar mais devagar. O relevo que esses pneus possuem está desenhado para aderir melhor a um piso irregular e de terra, mas são absolutamente desnecessários no asfalto, tornando a viagem desconfortável. Além disso, no que toca à resistência contra furos, a diferença não justifica a escolha. Os pneus de BTT são mais resistentes porque a probabilidade de se furarem também aumenta em condições mais adversas.

Os quadros das BTT podem ter algumas limitações se quiser colocar uma bagageira, para transportar carga na parte de trás da bicicleta ou à frente. O mesmo se aplica aos guarda-lamas, apesar de haver muita variedade de modelos para estas bicicletas, nem todos são suficientemente eficazes para protegê-lo, pelo que não é recomendável se quiser ir para o trabalho num dia de chuva.

As BTT e todo o material com que vêm equipadas estão vocacionados para uma utilização em condições extremas, trata-se de material de alta qualidade e na cidade não se justifica tal aparato. Os travões de disco, por exemplo, são caros e mais difíceis de afinar. Procure acima de tudo sentir-se confortável com a sua bicicleta e para isso não é preciso gastar muito dinheiro.

Mudanças

O número de mudanças que uma bicicleta deve ter depende muito de utilizador para utilizador. Numa cidade como Lisboa convém que se tenha algumas mudanças embora isso não seja de todo obrigatório, há quem utilize bicicletas sem mudanças em Lisboa. Qualquer bicicleta com 27, 24, 21, 18 e 16 mudanças serve na perfeição. As bicicletas com 5, 6 e 7 mudanças, que normalmente são urbanas, também servem perfeitamente. Existem ainda modelos com 3 mudanças para os quais há que ter em conta que exigem maior esforço do utilizador uma vez que possuem menos opções.

O princípio geral é que quanto mais mudanças tiver, mais opções possui. Mas demasiadas mudanças fazem pouca diferença e obrigam-no a percorrer vários discos para passar da mudança de arranque para a mudança em que circula mais depressa. E, acredite, não são precisas muitas mudanças para circular em Lisboa mesmo nas ruas mais íngremes. A escolha é sua!

Conclusão: acima de tudo, o conforto

O mais importante numa bicicleta para uso quotidiano é o conforto e isso depende de pessoa para pessoa. Procure ir de encontro às suas necessidades, procure sentir-se bem com a sua bicicleta e terá uma viagem muito mais agradável! Não é necessário comprar o último modelo nem a bicicleta mais cara, o meio urbano é pouco exigente.

quarta-feira, junho 28, 2006

De bicicleta para o trabalho: duas reportagens

O mês de Maio de 2006 ficará para a história da bicicleta em Portugal enquanto meio de transporte urbano. Os média já vinham dando alguma visibilidade ao fenómeno (imprensa escrita e rádio) mas a aparição televisiva continua a ser um momento especial pelo seu reconhecido alcance e penetração.

Porém, apesar do alarido mediático existe ainda muito que terá de ser melhorado na cidade para tornar o uso da bicicleta mais atractivo e possível a todas as pessoas. É preciso reconhecer que as condições estão longe de ser ideais, mas ainda assim não esqueçamos que para andar de bicicleta é preciso pouco mais que...ter uma bicicleta!

Estas reportagens relatam o percurso casa-trabalho de diferentes ciclistas em Lisboa, além de dar conta das suas motivações, reivindicações, dificuldades e desafios que encontram. Através destas reportagens partilham um pouco das suas experiências.


Reportagem 'De Bicicleta para o Trabalho' (SIC - 28 Maio 2006)




Reportagem 'Uso da Bicicleta no dia-a-dia' (RTP - 24 Maio 2006)