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quinta-feira, março 26, 2009

Brevemente, num automóvel estacionado em cima do passeio perto de si



Muito útil para quem quiser ou tiver mesmo que seguir com a bicicleta à mão pelo passeio (sim, o Código da Estrada a isso obriga e nós não estamos contra).


Tirem os carros de cima dos passeios!

Movimento lança campanha inédita em Portugal

Os automobilistas que estacionarem em cima do passeio, ou em
passadeiras, na cidade de Lisboa, poderão vir a ter que retirar do
pára-brisas do seu carro um autocolante de protesto, que pede ao
infractor que “Não Pense Só No Seu Umbigo” e que “ Respeite os
Peões”.

A iniciativa partiu de um grupo de pessoas preocupadas em sensibilizar
os automobilistas para que não estacionem em cima dos passeios e
passadeiras, danificando o espaço público e obstruindo a livre
circulação dos peões, “dificultando a vida em particular a pessoas com
cadeiras de rodas, carrinhos de bébé, idosos e outras pessoas de
mobilidade reduzida.”

Pretende ainda chamar a atenção para a inércia das autoridades
competentes em combater o flagelo do estacionamento selvagem e
“garantir aos peões um espaço de circulação digno”.

Este grupo de pessoas imprimiu alguns milhares de autocolantes que
serão distribuidos para serem colados nos vidros dos automóveis que
forem encontrados estacionados em situação irregular.

Os autocolantes fazem referência à página de internet
http://passeiolivre.blogspot.com/ , um blog que colecciona “postais de
uma cidade que não queremos”, com dezenas de fotografias de carros mal
estacionados em cima de passeios e passadeiras.

Nesta página os visitantes são convidados a participar e deixar fotos
e opinião sobre a forma como o estacionamento selvagem lhes dificulta
a vida.

Poderá ainda ser descarregado o autocolante oficial desta campanha,
sendo a ideia que mais cidadãos o possam imprimir e juntarem-se a este
movimento que ainda vai dar muito que falar...

Finalmente chegou o substituto do pára-brisas levantado, do pneu esvaziado, do risco na pintura e da pastilha elástica na fechadura (muito old school) através de um autocolante que se espera mais consequente que essas demonstrações de ressaibo pedonal - afinal, os peões sempre tiveram razão mas nunca ninguém ligou a isso.

E agora, de volta às bicicletas...



sábado, março 14, 2009

À sexta-feira, o Marquês de Pombal (e arredores) é das pessoas


Assim foi ontem, sexta-feira 13 de Março, graças à manifestação dos trabalhadores organizada pela CGTP. Um aviso prévio ao leitor incauto: isto não é o relato de um manifestante mas antes de um ciclista que ontem precisou de atravessar a cidade, passando por zonas que foram cortadas à circulação viária, e contou com a inesperada colaboração dos agentes policiais.

As motivações que levaram à dita manifestação e as alterações que esta e todas as outras provocam no trânsito não interessam para o caso. Prefiro dar a conhecer um outro lado visto a partir de uma bicicleta.

Logo no primeiro de três contactos com barreiras policiais, foi-me dito pelo agente que se tratava de uma manifestação (sim é verdade, eu não sabia que ia haver uma...) que se deslocava para a Avenida da Liberdade: "pode seguir com cuidado". A mesma ordem foi-me transmitida nas duas paragens seguintes: "de bicicleta pode seguir, tenha cuidado".

Fiquei a saber desta forma que, independentemente de haver alguma regra escrita que o autorize ou proíba, os agentes da polícia podem ser flexíveis à passagem de bicicletas pelas zonas cortadas ao restante tráfego. Aproveitem!


Eu quero uma avenida só para mim

quarta-feira, dezembro 10, 2008

Milão: 3º e último dia de filmes, e do festival...



Apesar deste relato chegar com mais de uma semana de atraso parece-me conveniente manter a ordem cronológica, até porque as notícias interessantes não perdem a actualidade no Bicicleta na Cidade.













O último dia do Bicycle Film Festival em Milão foi ameno, depois da neve e da chuva. No meio da adversidade, nenhuma das actividades outdoor previstas no programa foi cancelada. No Domingo decorreu a corrida de ciclocross urbano (à qual não assisti) e um jogo de bike polo. Este jogo consiste, já se vê, em jogar polo sem cavalo usando uma bicicleta de roda fixa em substituição. A roda fixa não é obrigatória, segundo as regras de vários grupos que consultei (por exemplo aqui e aqui) mas em Milão não vi nenhum jogador com outro tipo de bicicleta. A modalidade, ou variante, a que assisti chama-se "hard court" e assemelha-se às versões street ou urban de alguns desportos: qualquer ringue desportivo ou corte de ténis serve. No jogo ao qual assisti as regras estabeleciam equipas de 3 jogadores, ganhando aquela que primeiro marcasse 3 golos. A equipa que perdesse dava lugar a outra, no fundo uma "roda bota fora".
As balizas e o campo (na Piazza San Fedele)


O grupo Milano Fixed organiza jogos como este, que integrou o programa oficial do BFF, todas as quartas-feiras às 21h30 (o que é de louvar tendo em conta o frio que por lá faz...).

De resto, no último dia de filmes foi exibido "Standing Start" que também passou no DocLisboa 2008, um filme de 12 minutos sobre o ciclista olímpico Craig MacLean. Destaco-o dos restantes filmes que vi nesta sessão (infelizmente não todos porque tinha um avião para apanhar...) pela sua realização, que consegue fazer suster a respiração do público ou, pelo menos, sincronizá-la com a do protagonista, corredor olímpico.

Nos próximos posts trarei mais novidades de Milão, tentando dar ainda atenção a outros aspectos da cultura ciclista daquela cidade que vão para além do Bicycle Film Festival. Segue-se Portland, EUA, que fecha a edição de 2008 do BFF. Quanto a 2009, aguardam-se novidades que se esperam breves. Ciao!



sábado, novembro 29, 2008

Milão: 2º dia de filmes e grande festa no final




Uma das curtas metragens exibidas ontem, no primeiro dia de filmes do BFF, foi o vídeoclip da canção "What's a Girl to Do", dos britânicos Bat for Lashes que já foi mostrado aqui no Bicicleta na Cidade. Deixo uma nota especial também ao filme "Les Ninjas du Japon", exibido ontem, do qual gostei bastante pela forma como aborda uma prova de ciclismo desportivo - dando especial ênfase ao encontro de dois mundos distantes (Burkina Faso e Japão) e dos seus protagonistas. Aconselho vivamente a sua visualização.

Hoje, o programa segue com mais uma sessão de filmes. Não vou entrar em pormenores porque, se me permitem, quero aproveitar as poucas horas de sol que restam para ir visitar a cidade de bicicleta! Ontem nevou o dia todo e, à falta de material impermeável, tive mesmo que desistir dessa ideia. Ao contrário deste(a) milanês(a)...


À medida que o nevão foi diminuindo de intensidade, as bicicletas voltaram a aparecer, não obstante o facto de haver muito menos ciclistas na cidade. Parece que os milaneses têm uma solução para os dias de mau tempo: não andam de bicicleta! Eis como se resolve uma das dificuldades mais vezes referida para a implementação do seu uso como meio de transporte. Se não compensar ir de bicicleta, recorre-se às alternativas. Simples.

Urban Velodrome Party - a festa começa após os filmes e será num velódromo urbano indoor, sito na garagem de um supermercado. Prometo fotos!


sexta-feira, novembro 28, 2008

Milão: 1º dia de filmes, 1º dia de neve!




Esta é a bicicleta que a organização do Bicycle Film Festival me emprestou ontem e este é o estado em que se encontrava hoje de manhã. Não será a neve a fazer-me parar!

Foi ontem a inauguração da exposição "Joy Ride". Ficam aqui algumas fotos:


Depois de dois dias de eventos, começa hoje a exibição dos filmes, antecedida da apresentação pelo director e fundador do BFF, Brendt Barbur. Segue-se uma sessão de curtas, "bike fun shorts", e às 21h30 terá início a segunda sessão da noite com 3 filmes: "Pantani e 'Le Tour de France'", uma vídeo montagem sobre a figura do ciclista Marco Pantani, "Coppi", que celebra Fausto Coppi, e a longa-metragem "Les Ninjas du Japon", filme de Giovanni Giommi sobre a participação de cinco ciclistas japoneses no Tour du Faso, a prova mais importante do continente africano.

O dia acaba com (mais) uma festa, no Bar Cuore. O convívio entre a organização, os participantes e os espectadores deste festival tem sido uma constante. Há boas vibrações no ar! Este evento é um óptimo local para fazer amigos e novos contactos na "bike scene" internacional.

quinta-feira, novembro 27, 2008

Milão: BFF começou























Muita gente na abertura. Sushi e bebidas grátis (só podem ter bons patrocinadores). "Fixies" em exposição (bicicletas fixed gear, como as que são usadas nos velódromos) que de resto estão totalmente na moda aqui em Milão. O festival é toda uma exposição artística da bicicleta como objecto de culto, quase fetiche. As bicicletas de mudança fixa dão o mote estético: são minimalistas e representam o essencial da bicicleta. Tudo o mais é acessório.

Programa do dia: Aeolian Ride e inauguração da exposição colectiva "Joy Ride" que reúne trabalhos em pintura, fotografia, escultura e bicicletas de vários artistas de todo o mundo.


quarta-feira, novembro 26, 2008

Milão: primeiras impressões




O Bicycle Film Festival só começa hoje à noite, com uma festa onde Simone Pace dos Blonde Redhead irá interpretar a banda sonora do filme "The Impossible Hour" (no título original dinamarquês "Den Umlige Time") de 1974. Trata-se de um documentário realizado por Jørgen Leth (um dos precursores do cinema Dogma) que relata a história do ciclista dinamarquês Ole Ritter na sua tentativa, falhada, de bater o recorde da hora no velódromo da Cidade do México. O record da hora corresponde à maior distância percorrida numa hora em bicicleta num velódromo. Esta será a primeira performance na Europa, depois da estreia em Maio nos EUA. A seguir virá o Ninja DJ com um set de electro. As festas são uma constante ao longo deste festival de Milão, todos os dias haverá uma!

Entretanto, passei hoje umas horas a passear pela cidade captando fotos e vídeos. É inevitável que numa capital da moda como Milão haja cycle chic por todo o lado. Mas não é exclusivista, ou seja, são várias as bicicletas de montanha baratas que se vêem nas ruas assim como modelos da Decathlon que também se vendem em Portugal (e que provavelmente foram produzidos aí no rectângulo), tornando o uso da bicicleta bastante ecléctico. Convenhamos, porém, que aqui reinam as pasteleiras clássicas com uma mudança apenas. A par das vespas e demais scooters ou motorizadas que pululam e chegam a invadir os locais de estacionamento para bicicletas.

Men Style vs. Ladies Style
(ou apenas dois exemplos da multiplicidade de estilos que por aqui circula)




terça-feira, novembro 25, 2008

Embarque para Milão




O Bicicleta na Cidade vai até ao Bicycle Film Festival de Milão. O meu objectivo é conseguir fazer uma cobertura do evento "em directo" aqui no blogue. Veremos se é possível. Se não for, terei novidades daqui a uma semana.

Ciao!

sábado, novembro 15, 2008

Cicloficina: o regresso



Depois de uma sentida pausa de ano e meio, um dos projectos mais interessantes de promoção ao uso da bicicleta está de volta.

A Cicloficina vai recomeçar este domingo dia 16 às 14h30 na Crew Hassan. Para quem não participou na primeira experiência, aqui vai um pouco de história.

A Cicloficina começou a funcionar originalmente no início de 2007 na Rua dos Bacalhoeiros em colaboração com a Associação Bacalhoeiro, a Junta de Freguesia da Sé e a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta. Essa parceria tinha como objectivo ocupar a rua, que tinha sido fechada ao trânsito recentemente, e dar um uso ao espaço e uma ocupação às crianças da Freguesia, ajudando-as a arranjar as suas bicicletas. O projecto acabou por se desvanecer porque um dos seus principais impulsionadores e voluntários deixou Lisboa e pouco a pouco todos os outros foram desistindo. À falta de um esforço constante de divulgação da Cicloficina no Bacalhoeiro, esta acabou mesmo por parar.

Cicloficina número zero - a primeira experiência no novo espaço (foto original da Ana)

O facto dessa Cicloficina ter funcionado apenas na rua, sem ter um espaço interior que servisse como "Backup" (sem contar com o local onde se arrumavam as ferramentas cedidas pela FPCUB, dentro da Associação Bacalhoeiro) ou alternativo aos dias de chuva, acabou por afastar alguns possíveis voluntários. A ideia de ter um espaço de oficina fez sempre parte do projecto original. Antes de se começar com a Cicloficina no Bacalhoeiro, já tinha havido uma primeira tentativa de usar o espaço da cave do prédio onde funciona a Crew Hassan, ainda em 2006, quando eu e o Marcos andámos a limpar e arrumar o espaço para o poder usar, o que acabou por não acontecer. É neste mesmo local que agora, 2 anos depois dessa tentativa, a Cicloficina vai recomeçar.

Ter um espaço permite fazer mais coisas no âmbito da Cicloficina, por exemplo, construir bicicletas experimentais, preparar materiais de divulgação para outras acções e também funcionar como depósito de peças usadas que permitirão recuperar/montar bicicletas de uma forma económica para quem estiver interessado em adquirir uma mas não tem dinheiro para comprar nova. Entre muitas outras possibilidades...basta haver ideias e vontade.

Além do novo espaço, o regresso da Cicloficina traz consigo outras novidades: um sítio na web e um endereço de e-mail de contacto que, como disse a Ana aqui, contribuem para sedimentar a identidade do projecto e facilitar a sua divulgação e comunicação.

A Cicloficina vai funcionar todos os terceiros domingos de cada mês (antes da Massa Crítica) das 14h30 às 16h30 (embora possa prolongar-se até mais tarde se houver disponibilidade dos presentes) a começar já este domingo dia 16. Como neste momento só 3 pessoas estão envolvidas no reactivar da Cicloficina achou-se melhor começar por oferecer aquilo que é possível assegurar facilmente. Com o tempo, porém, à medida que se forem juntando novos voluntários, poderá ser alargado o período de funcionamento e criadas sessões adicionais.

Vejam neste mapa a localização da Cicloficina e apareçam este domingo!


quarta-feira, outubro 22, 2008

Formação - PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS



Achei por bem divulgar este evento que chegou directamente à caixa de correio do Bicicleta na Cidade:

Olá, boa tarde

Visitámos o blog http://www.bicicletanacidade.blogspot.com/ e gostariamos de pedir a vossa colaboração na divulgação de uma acção de formação dirigida a professores sobre percursos pedestres e cicláveis.


A associação educativa para o desenvolvimento da criatividade, associação científico-pedagógica sem fins lucrativos, vem por este meio divulgar a acção de formação PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS. Esta acção é acreditada pelo CCPFC (Conselho Científico-Pedagógico da Formação Contínua) e releva para efeitos de 2/3 de formação na área científico-didáctica dos grupos 260, 420 e 620 (Geografia e Educação Física).


CALENDARIZAÇÃO:

Refª

Modalidade, Designação e Custo da Acção

Horário

Horas/ Créditos

Destinatários

Local

Formadores

P7L

CURSO:

PERCURSOS PEDESTRES E CICLÁVEIS COM O APOIO DE ESPAÇOS VIRTUAIS

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Custo: 140

(€100 para associados)

Sessões em sala:

Novembro: 4 (17.30-21.30)

Dezembro: 2 (17.30-21.30)

Sessões online:

Novembro: 11, 18, 25

(18.30-21.30)

Sessão outdoor

(Percurso):

Novembro: 22

(9.00-17.00)

Terças e Sábado

8 horas em sala,

9h on-line

e 8 h de outdoor (percurso)

1 crédito

Professores dos grupos 260, 420 e 620

Lisboa

Sede AEDC Entrecampos

Patrícia Silva

e

João Conde


Obrigada

Maria João Conde

Directora do Centro de Formação

INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:

associação educativa para o desenvolvimento da criatividade

Endereço postal: Campo Grande 30, 5º F, 1700-093 Lisboa

Email: criatividade@criatividade.net

Página na Internet: www.criatividade.net

Telefone/Fax: 217573520 / Telem: 919055769



terça-feira, setembro 23, 2008

Semana Europeia da Mobilidade 08 - o balanço



Para fugir à euforia, por vezes desmedida, do anunciar de novas medidas de promoção ao uso da bicicleta na cidade, aqui no Bicicleta na Cidade decidi fazer um balanço a frio em vez de engendrar pelo mesmo caminho que os meios de comunicação generalistas, já que para nós a bicicleta é notícia o ano inteiro e não se resume a uma semana de Setembro - a da Mobilidade. As novidades para esta estação Outono-Inverno são várias, embora algumas só estejam disponíveis a partir da próxima Primavera-Verão.

Intermodalidade - veja todas as novidades em Condições de Acesso das Bicicletas aos Transportes Públicos - Lisboa

A CP, Comboios de Portugal, aboliu as restrições horárias nos comboios urbanos e criou carruagens identificadas para transportar as bicicletas. O Metro de Lisboa adicionou meia hora ao horário em que permite o transporte de bicicletas, sendo este agora a partir das 20h00 e até final da exploração, à 1h00. Nos barcos, a Transtejo e Soflusa aumentou a lotação permitida para 15 bicicletas na ligação Trafaria - Porto Brandão - Belém.

Na Carris não há novidades oficiais, embora tenha sido avançado por alguma comunicação social durante a Semana Europeia da Mobilidade que o serviço de transporte de bicicletas vai ser alargado a novas carreiras. Até agora ainda não apareceu informação no site da empresa a anunciar as novas condições.

Projectos da Câmara Municipal de Lisboa - ver mais aqui

A Câmara de Lisboa apresentou 3 grandes projectos para melhorar a mobilidade em bicicleta: uma rede de pistas cicláveis, uma rede de estacionamento para bicicletas na cidade e uma Rede de Bicicletas de Uso Partilhado, complementar à Rede de Transportes Públicos de Lisboa. A implementação de cada um destes projectos já começou e prolongar-se-á até final de 2009, sendo que a Rede de Bicicletas de Uso Partilhado tem inauguração prevista para Junho do próximo ano. Foi também anunciado que a Câmara Municipal de Lisboa vai oferecer aos seus munícipes cursos para aprender a circular de bicicleta em meio urbano, com o objectivo de aumentar os níveis de confiança na utilização deste meio de transporte em Lisboa.

Durante o próximo ano veremos de que forma serão aplicados estes projectos agora anunciados. O Bicicleta na Cidade prefere esperar para ver os resultados antes de embarcar na euforia dos anúncios de obras que ainda vão ser construídas e levadas a cabo. Até lá continuaremos a nossa linha de actuação: fazer documentário social directamente das ruas da cidade e dar a conhecer os ciclistas e os seus hábitos na Lisboa que temos hoje, sem todas estas facilidades agora anunciadas.


segunda-feira, setembro 22, 2008

Muitas felicidades, alguns anos de vida




5 anos da Massa Crítica de Lisboa
No mês em que se realiza a Semana Europeia da Mobilidade a Massa Crítica celebra 5 anos de existência em Lisboa, esta sexta-feira dia 26 de Setembro

http://www.massacriticapt.net/

Depois da Semana Europeia da Mobilidade, que termina esta segunda-feira dia 22, há motivos para continuar a celebrar os meios de transporte alternativos nas cidades portuguesas: comemoram-se este mês 5 anos de existência da Massa Crítica em Lisboa.

A Massa Crítica é um evento que se realiza na última sexta-feira de cada mês nas cidades de Lisboa, Porto, Coimbra e Aveiro e consiste num passeio de bicicleta e outros meios de transporte movidos a energia humana, como patins e skates, por algumas ruas e avenidas dessas cidades. O evento é originário de São Francisco, nos EUA, onde começou em 1992 tendo-se posteriormente alargado a todo o mundo. Em Lisboa, a Massa Crítica iniciou os seus passeios mensais regulares em Setembro de 2003 e durante estes 5 anos assistiu-se a um aumento progressivo do número de participantes.

Todos os cidadãos são convidados a participar e para isso terão apenas que comparecer no local e hora marcada em cada cidade. O passeio segue ao ritmo do elemento mais lento do grupo, sendo por isso acessível a todos. Venha celebrar e aprender com outros ciclistas a usar a bicicleta como meio de transporte na cidade.

Hora: 18h00

* Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio)

* Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto à estátua do Mata
Frades.

* Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.

* Porto - Concentração na Praça dos Leões.

Para mais informações:
http://www.massacriticapt.net/

Pela minha parte, a não perder! A Massa Crítica de Lisboa tem sido ao longo destes 5 anos muito mais do que um passeio que se realiza uma vez por mês. Embora apregoe não ser mais do que isso mesmo, um acontecimento efémero, uma "coincidência desorganizada", um acumular de bicicletas no mesmo local durante alguns minutos, ou horas, as pessoas que nela participam com regularidade e que contribuem para as discussões nas mailing lists (esse outro lado menos efémero da Massa Crítica) têm conseguido alargar a discussão do tema da mobilidade ciclável nas cidades portuguesas. Desde escrever cartas conjuntas às administrações das empresas de transportes públicos a exigir melhores condições para levar a bicicleta, até à organização de tertúlias e posições críticas face às opções seguidas pelo universo político no que respeita à bicicleta. A Massa Crítica, apesar de "não existir", não é ignorada por ninguém. Nem os políticos lhe desviam o olhar, como foi notório durante as últimas eleições para a Câmara Municipal de Lisboa, em Junho de 2007, quando uma das candidatas à vereação, Helena Roseta, se juntou ao passeio desse mês.


domingo, setembro 21, 2008

On Air - No Ar


Costuma-se usar outro tipo de iconografia para representar uma emissão de rádio no ar, mas não quando se trata do Bicicleta na Cidade! Depois da entrevista à Rádio Europa em Junho, esta semana participei no programa de Pedro Rolo Duarte na Antena 1. É sempre gratificante ver que o nosso trabalho é acompanhado e que volta e meia dá origem a conversas noutros espaços para lá da internet e do próprio universo ciclista. No fundo é isso que se pretende - chegar a cada vez mais pessoas e pôr mais gente a andar de bicicleta, aumentando os níveis de confiança. Tudo o resto virá por arrasto inevitavelmente, se não for antes.

Ambas estão disponíveis online, ora vejam:

Antena 1 - Pedro Rolo Duarte, 21 de Setembro 2008

Rádio Europa - Europa Entrevista, 25 de Junho 2008 (cortesia da Cenas a Pedal que se ofereceu para alojar o ficheiro no servidor. Obrigado!) Ficheiro em OGG: codecs para quem não tenha aqui.

segunda-feira, junho 23, 2008

Europa Entrevista a Pedais

A rádio mais jazzística de Lisboa e arredores sintonizou a frequência do Bicicleta na Cidade! Afora esta metáfora oportuna, a Rádio Europa vai transmitir na próxima quarta-feira uma entrevista com este indivíduo que aqui escreve.
A jornalista Mónica Peixoto, que edita o programa Europa Entrevista, convidou-me para 40 minutos de conversa em que se falou de bicicletas e pouco mais, embora as conversas sobre bicicletas acabem sempre por ir parar a outro lado qualquer, é uma espécie de metáfora ou desculpa para falar de outras coisas, ou um elemento estético que dá brilho a tudo o resto.

Tomem nota, o programa será transmitido na quarta-feira dia 25 de Junho às 19h05 e repetirá a dose no sábado dia 28 de Junho às 18h05. Em Lisboa sintonizem a frequência 90.4fm, no resto do mundo podem ouvir em directo aqui.


quinta-feira, junho 19, 2008

Aprender a Andar de Bicicleta nas Estradas Portuguesas

Cenas a Pedal apresenta formação inovadora para fomentar a mobilidade sustentável nas cidades portuguesas

A Cenas a Pedal apresenta uma formação inovadora e única em Portugal: Cursos de Condução de Bicicleta.

Qualquer que seja a idade, o nível actual de habilidade ou os antecedentes com bicicletas da pessoa, a Cenas a Pedal acredita que tem algo para lhe oferecer. Mesmo que não seja capaz de se equilibrar numa bicicleta, esteja a voltar ao seu uso após um interregno, ou seja um ciclista regular que quer desenvolver mais as suas competências.

Em Portugal não há um programa nacional de formação em condução de bicicletas, e é algo ainda muito raro junto dos operadores privados. Como contributo para colmatar esta lacuna a Cenas a Pedal "importou" o Padrão Nacional britânico de condução de bicicletas e adoptou-o como base destes novos cursos que agora estreia em Portugal.

O Padrão Nacional britânico inclui formação para adultos bem como para crianças (a partir dos 9-10 anos de idade), e é desenvolvido na estrada em cenários reais de tráfego, sob supervisão. Trata-se de uma formação de alta qualidade levada a cabo por instrutores habilitados e certificados, a qual permitirá tornar qualquer pessoa num ciclista hábil e confiante que terá as
competências para gerir todas as condições de estrada e de trânsito em segurança.

Segundo Ana Pereira, responsável da Cenas a Pedal, “O aumento do preço dos combustíveis, as alterações climáticas, o caos nas cidades causado pelo excesso de carros e trânsito, a obesidade e as doenças derivadas do sedentarismo, são algumas das questões prementes nos tempos que correm. “Mobilidade sustentável” já deixou de ser um conceito abstracto para passar a ser uma necessidade inadiável e que marca o dia-a-dia de todos nós.”

Ana Pereira acrescenta “Existem cada vez mais pessoas a procurar outras formas de se deslocar nas cidades, nomeadamente através de bicicleta. Muitas destas pessoas sentem-se, contudo, apreensivas face a essa opção. Queixam-se do trânsito e têm medo dos automobilistas. Este programa de formação ensina-as a conduzir uma bicicleta na estrada de uma forma segura e confiante, respeitando sempre os outros utilizadores da estrada.”

A Cenas a Pedal é uma empresa vocacionada para as soluções de mobilidade sustentável e de lazer activo, e foi fundada no final de 2006 por dois jovens universitários com vontade de colmatar as enormes lacunas do mercado português na área das bicicletas utilitárias.


quinta-feira, junho 12, 2008

Como sobreviver ao preço dos combustíveis ou à "seca" das bombas de gasolina - um possível guia prático

(foto retirada daqui)

A greve dos camionistas que bloqueou no últimos dias toda a cadeia de distribuição de alimentos e combustíveis em Portugal e não só, além de provocar os distúrbios "normais" decorrentes dessa mesma situação, veio demonstrar a nossa fragilidade e dependência quer dessas cadeias de distribuição (a logística) quer dos combustíveis que as fazem funcionar. Pior do que isso, só mesmo a dependência daqueles que precisam de usar os combustíveis que essas redes de distribuição levam até às gasolineiras. Ou talvez não. Tirando um par de aviões da TAP, meia dúzia de empresas de estafetagem e uma dezena de motas da Telepizza, a grande maioria dos que "dependem", de facto e não só entre aspas, de gasolina ou gasóleo no dia-a-dia parece ter sido agora apanhada de surpresa. Aos mais distraídos, as boas-vindas! Bem-vindos ao mundo da verdade inconveniente, ao fim do subúrbio como o conhecemos ou, numa frase, sejam extremamente bem-vindos à realidade que algumas pessoas vinham apregoando de há alguns anos a esta parte e quase nunca foram levadas a sério.

Não é meu hábito escrever sobre o uso desmesurado do automóvel nem fazer lobbying por "menos um carro". Eu situo-me antes no lobby por "mais uma bicicleta" o que tem muito em comum com o primeiro, além de que esta minha preferência não significa que não concorde, no essencial, com tudo o que se escreve a denunciar e a sugerir alternativas à mono-modalidade automóvel que tanto se promoveu nas últimas décadas e da qual ainda sobraram alguns resquícios que ficaram por terminar (estou a pensar no novo centro comercial Dolce Vita Tejo na Amadora, com 9 mil lugares de estacionamento automóvel). Em todo o caso, os blogues Menos um Carro e Apocalipse Motorizado são talvez as maiores referências lusófonas em matéria car-free ou "anti-carro", ou ainda "pró-cidades para as pessoas" ou "menos poluição e melhor ambiente", não sei ao certo, sei apenas que ambos falam muito mais de bicicletas nas cidades do que o Bicicleta na Cidade fala de menos carros a circular, daí não me sentir muito à vontade para definir esse outro universo que não é o meu.

Mas a força com que os factos nos vieram bater à porta desta vez (note-se que a vitória da selecção portuguesa sobre a República Checa só foi notícia na segunda parte do Telejornal da RTP) impede-me de ocultar por muito mais tempo a dura realidade da petroleodependência nas nossas vidas enquanto escrevo alegremente sobre como andar de bicicleta na cidade, com flores e tudo...

O panorama é este: aumentam as vendas de bicicletas nos EUA (nos EUA!), discute-se a criação de uma rede de bicicletas de uso partilhado em Lisboa (em Lisboa!!) e não há legumes frescos no supermercado. Será que a culpa deve ser imputada aos impostos sobre os produtos petrolíferos cobrados pelo Estado? Ou aos especuladores? Já se sabe que a culpa vai morrer solteira, mas se ela tivesse efeitos retroactivos eu gostava de poder culpar todos aqueles que usaram a gasolina quando era barata só porque era barata, é graças a esses que hoje nos queixamos dos impostos. Ou então culpar o Estado por não ter cobrado nessa época impostos mais elevados de forma a reduzir o impacte da pilhagem aos subsolos do médio oriente, entre outros; é graças ao(s) Estado(s) dessa Europa que hoje nos queixamos do preço dos combustíveis.

Seja como for, a bicicleta é um meio de transporte eficaz para uma série de deslocações quotidianas e possui também alguma capacidade de carga, como se pode ver na imagem acima. Para andar de bicicleta não é preciso haver ciclovias nem vias cicláveis nem estacionamento próprio para bicicletas. Embora tudo isso ajude, também não são precisas auto-estradas para se andar de carro, nem parques de estacionamento gigantes (sobretudo em Lisboa, uma vez que se permite usar indiscriminadamente os passeios para tal).

O Bicicleta na Cidade promove, como disse, "mais uma bicicleta" e não "mais uma via ciclável". Nesse sentido, toda a informação útil aqui disponibilizada serve para ajudar todos aqueles que se querem iniciar nas duas rodas em Lisboa e têm dúvidas sobre como fazê-lo. É por isso que a informação está vocacionada para as características desta cidade, porque é possível usá-la aqui desde que se saiba como. Aprender a lidar com o tráfego motorizado é um desafio facilmente ultrapassável com a prática, a experiência e a perseverança necessárias. De resto, e para quem estiver interessado, há um novo serviço prestes a surgir na cidade - Cursos de Condução de Bicicleta pela Cenas a Pedal.


sexta-feira, maio 30, 2008

Farto dos aumentos dos combustíveis? Anda de bicicleta!

Foto: JP Esperança


Esta sexta-feira, vem
descobrir o prazer e a liberdade de pedalar na cidade.
Uma forma de te deslocares muito mais saudável e económica.


Vem aprender como é possível trocar o carro pela bicicleta com outros ciclistas das cidades de Lisboa, Aveiro, Coimbra e Porto.

Hora: 18h00

* Aveiro - Início de encontro na Praça Melo Freitas (perto do Rossio)

* Coimbra - Concentração no Largo da Portagem, junto
à estátua do Mata
Frades.

* Lisboa - Concentração na Marquês Pombal, no início do Parque Eduardo VII.

* Porto - Concentração na
Praça dos Leões.

Para mais informações:

http://www.massacriticapt.net/

Não é todos os meses que coloco um post a anunciar/relembrar a realização dos passeios da Massa Crítica, mas perante este e-mail que recebi do Hugo Jorge não podia deixar de o fazer. Vale a pena ver mais fotos do João Paulo Esperança no seu Flickr e blogue - Ílhavo Daily Photo.

Outra grande novidade é a estreia de mais uma cidade no roteiro nacional de passeios da Massa Crítica. De Trás-os-Montes vem a cidade de Chaves, que convocou o ponto de encontro para as 18:00 de hoje, sexta feira, no Largo General Silveira, em frente aos Correios, Biblioteca e Liceu.
Como sou um admirador da cidade flaviense e dos seus deliciosos pastéis, assim como de toda a região de Trás-os-Montes, além de desejar a melhor sorte para os impulsionadores da Massa Crítica local não resisto a juntar esta foto de uma viagem que fiz de Montouto (aldeia raiana em pleno Parque Natural de Montesinho a apenas 4km da fronteira com a Galiza) para Chaves, precisamente.

quarta-feira, maio 28, 2008

Seminário: "A bicicleta na cidade de Lisboa: contribuição para a implementação e promoção do uso da bicicleta como meio de transporte urbano"


Convite

Seminário

Venho convidar para a próxima sessão do seminário do NEANT, que terá lugar na quinta-feira, 29 de Maio, às 11:00, na sala C201 – Edifício 2 do ISCTE, para apresentação e discussão de uma comunicação de Ricardo Sobral sobre

"A bicicleta na cidade de Lisboa: contribuição para a implementação e promoção do uso da bicicleta como meio de transporte urbano", tema do seu estágio de conclusão da licenciatura em antropologia (FCSH-UNL), realizado na Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores da Bicicleta (FPCUB).


Um pouco de auto-promoção

O NEANT, Núcleo de Estudos Antropológicos do ISCTE, convidou-me para apresentar o trabalho que realizei entre os meses de Março e Setembro de 2007 na FPCUB, para conclusão da licenciatura de Antropologia da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, FCSH-UNL. O projecto de estágio que apresentei visava estabelecer um possível contributo entre a antropologia aplicada e o universo das associações, dos movimentos, organizações e indivíduos que promovem a utilização da bicicleta como meio de transporte.

Sendo eu próprio um utilizador de bicicleta na cidade de Lisboa desde Janeiro de 2004, propus-me trabalhar esta temática recorrendo aos conhecimentos que fui acumulando ao longo dos últimos 4 anos, à experiência no terreno e aos contactos que mantenho com outros ciclistas e organizações. Assim, a escolha deste tema para a realização do estágio foi o culminar de um processo, mais vasto, de 3 anos e meio de participação, observação e maturação.

A escolha da FPCUB para acolher este projecto foi indubitável, já que se trata da única instituição em Portugal, formalmente constituída, que se dedica à utilização não desportiva da bicicleta, incluindo as práticas recreativa (de lazer) e utilitária (como meio de transporte) e porque considerámos que a antropologia poderia dar o seu contributo específico à actividade desta instituição. Durante o estágio, decidi focar-me apenas na utilização da bicicleta como meio de transporte na cidade de Lisboa, excluindo outros usos e locais.

Este trabalho é também a razão pela qual o Bicicleta na Cidade esteve praticamente inactivo entre os meses de Novembro e Fevereiro últimos, período em que estive a redigi-lo, a defendê-lo e a fazer-me à vida como qualquer recém-licenciado. Tenho neste momento em preparação um paper que fará a síntese do trabalho académico que entreguei e cuja nota final atribuída foi de 19 valores (agora sim! Isto é auto-promoção ;) e conto disponibilizá-lo online aqui no Bicicleta na Cidade. Novidades a breve trecho!

Eis a sinopse da apresentação que farei no NEANT:

Numa área que tem recebido contributos de diferentes disciplinas, como a engenharia e a arquitectura, este trabalho vem acrescentar uma perspectiva das ciências sociais, nomeadamente da antropologia, à discussão de soluções e estratégias de implementação e promoção do uso da bicicleta como meio de transporte urbano. Assim, partiu-se para o terreno em busca de dados concretos sobre a utilização da bicicleta em Lisboa, através de entrevistas realizadas aos ciclistas actuais e da recolha dos seus percursos diários casa-trabalho ou casa-escola. Os resultados obtidos permitem-nos fazer uma caracterização dos utilizadores de bicicleta actuais e compará-la com a realidade de outros países, assim como perceber quais as necessidades sentidas, as maiores dificuldades e as soluções prioritárias apontadas por quem, já hoje, circula de bicicleta na cidade. Numa fase pós-investigação, discutem-se as vantagens e possibilidades que este tipo de levantamento de informação no terreno pode ter na adopção de políticas – locais, regionais e a nível nacional – de incentivo ao uso da bicicleta.


segunda-feira, maio 19, 2008

Quase 100 dias de bicicleta em Lisboa

O Engenheiro Paulo Guerra dos Santos está a fazer uma tese de mestrado cujo título/mote é 100 dias de bicicleta em Lisboa e organizou um encontro com utilizadores de bicicleta em Lisboa, no dia em que a equipa de reportagem da SIC que faz a rubrica Terra Alerta o acompanhou na sua jornada diária. O vídeo está bastante bom.

Mas o que me traz aqui à escrita é um outro pormenor que aparece no vídeo. Há duas semanas atrás encontrei no Saldanha dois ciclistas com bicicletas dobráveis e ambos vestidos de fato, como quem acaba de sair do trabalho (o que somado com "Saldanha" é igual a "muito provável"). Este vídeo dá-nos a conhecer o Hugo e João aos 5'15'', que me parecem ser os ciclistas que avistei na rua. Com grande pena minha, na altura estava atrasado e pedalava fulminantemente entre a Av. Fontes Pereira de Melo e a Av. da República, pelo que não consegui fotografá-los.

Graças a este vídeo vou novamente poder tentar apanhá-los num momento quotidiano e como "quem não quer a coisa"...mas fico contente por saber que o Hugo e o João, além de trabalharem em cargos importantes, gostam de mostrar que andam de bicicleta. Óptimo! Precisamos de pessoas vaidosas, seja pelo cargo que ocupam na empresa, pela roupa que vestem ou pela bicicleta que usam. Ou pela preocupação ambiental, ou financeira, ou outra qualquer... Mostrem-se!


sábado, março 22, 2008

CML recebe Proposta para Acalmia de Tráfego na cidade e Implementação de Rede Ciclável

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) apresentou hoje, terça-feira dia 18 de Março, na Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma proposta para a elaboração duma carta ciclável na cidade. O documento agora entregue na Câmara foi pedido em Novembro passado pelo vereador da mobilidade da CML, Dr. Marcos Perestrello, aquando da reunião que teve com a FPCUB.

O documento consiste na apresentação de princípios e orientações que têm sido adoptados em diversas cidades europeias, e não só, com vista à promoção de uma mobilidade sustentável que abarque vários objectivos, tais como ambientais, de saúde e bem-estar, descongestionamento das vias e libertação de espaço público, melhorando assim as condições de circulação e de fruição da cidade através dos modos suaves, como é a bicicleta.

A proposta inclui ainda um mapa de rede ciclável para Lisboa onde o princípio seguido foi o de aproveitar a rede viária existente, apontando medidas que visem a integração da bicicleta nas vias de circulação rodoviária. Esta estratégia vai ao encontro das necessidades sentidas pelos utilizadores de bicicleta actuais, que circulam diariamente por Lisboa, tal como foi referido no inquérito realizado pela FPCUB em 2007 e cujos resultados também integram o documento agora apresentado.

Ao mesmo tempo, a estratégia apresentada tem em conta as dificuldades financeiras que a CML atravessa, propondo medidas de fácil execução e sem grandes custos – como é a implementação de sinalização vertical e horizontal – em vez de grandes obras e investimentos, por exemplo, na construção de vias próprias para bicicletas.

A FPCUB reitera a necessidade urgente de se criarem condições de segurança para a circulação de bicicletas nas cidades portuguesas. Em Lisboa, torna-se ainda mais importante investir neste meio de transporte urbano face ao aumento do número de utilizadores de bicicleta que se tem verificado nos últimos anos. No entanto é igualmente necessário promover políticas de âmbito nacional, como a revisão ao Código da Estrada, no sentido de reforçar a prioridade de quem circula em bicicleta ou noutros meios de transporte não-poluentes, em detrimento dos veículos motorizados. Recorde-se a recente morte de dois jovens utilizadores de bicicleta, com 15 e 20 anos, ocorridas em Março de 2008, que resultaram respectivamente de acidentes com um automóvel que circulava em contra-mão e com um camião que circulava dentro de uma rotunda.

Proposta de Carta Ciclável

Mapa da Carta Ciclável

fonte: http://www.fpcub.pt/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=214&Itemid=2