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terça-feira, maio 27, 2008

Pausa para o Telemóvel*

Rua das Amoreiras

O ciclista urbano não espera nos sinais vermelhos, passa-os sempre que considera seguro.
O ciclista urbano circula em sentido proibido, para não ter que dar a volta ao quarteirão.
O ciclista urbano não gosta de circular na berma da estrada, gosta de ser visível e ocupar o centro da via.
O ciclista urbano não circula devagar, anda à velocidade certa!

O ciclista urbano encosta ao passeio quando quer falar ao telemóvel.

E ainda dizem que o ciclista urbano não se sabe comportar...

* Duas notas sobre este post: primeiro, não se trata de promover nem incitar os utilizadores de bicicleta a pôr em prática o que acima foi escrito, é apenas a expressão do sentimento de alguns deles. Segundo, o limitado alcance do que aqui foi escrito torna-se ainda mais evidente quando sabemos que muitos ciclistas urbanos nem sequer param para falar ao telemóvel. Outros, inclusive, praticam o sms on wheels, uma actividade cujo nome não está patenteado e que, provavelmente, nunca tinha sido nomenclada. Até agora. =)


segunda-feira, maio 26, 2008

Lisboa, Bicicletas e Jacarandás

Um belo apontamento de cor jaz nas calçadas de Lisboa estes dias. Quando as flores dos Jacarandás começam a cobrir o chão as ruas ganham uma tonalidade diferente, tornando as estradas, os passeios e todos os espaços de circulação mais coesos, como se a segregação das vias não existisse, ou não resistisse perante este manto de flores.

Obrigado a Vera


quarta-feira, maio 14, 2008

Fotos dos Leitores: Começam a chegar

A cidade está a fervilhar de actividade ciclista! É por essa razão que começam a chegar fotos de alguns leitores do Bicicleta na Cidade a documentar os ciclistas lisboetas. Quem são eles? Pessoas, como as outras, iguais em tudo, diferentes no número de rodas que usam para se fazer transportar.

Tal como na rubrica Bicicletas dos Leitores, criada recentemente, hoje inicia-se mais um espaço aqui no Bicicleta na Cidade - as Fotos dos Leitores. Enviem as vossas imagens de utilizadores de bicicleta captadas em Lisboa ou noutra cidade qualquer do país e arredores. Claro, as vilas e aldeias também contam!

Para facilitar essa tarefa, estreia-se hoje também o novo e-mail: bicicletanacidade@gmail.com para o qual poderão enviar tudo o que quiserem partilhar com, e saber sobre, o Bicicleta na Cidade.

As fotos de hoje foram enviadas pelo Hugo Jorge, que tem dado grandes e variados contributos a este blogue. Sobre a primeira imagem, o Hugo diz-nos tratar-se de um utilizador de bicicleta que conheceu na zona de Carnide (esperamos que o nosso amigo da foto não se importe de estar aqui representado...na verdade, ele é um exemplo a seguir). Keep it simple, uma bicicleta e um cadeado. Que mais é preciso? Estacionamento? Let me laugh...
...or not. Ainda que nesta segunda foto enviada pelo Hugo dê para perceber que os donos destas 5 bicicletas se conhecem, uma tal afluência ao mesmo local pode causar problemas de escassez de postes para as prender. Porém, à falta de sítios próprios, inventam-se novas formas de aproveitar o espaço público. Muitas pessoas consideram que prender a bicicleta a uma árvore pode danificar a vida ao ser vegetal. Não duvido. Mas este é um relato quotidiano de Lisboa que irá mudar certamente, resta saber quão depressa. Se quiserem acelerar esse processo, escrevam à Câmara Municipal de Lisboa e exijam um estacionamento com sombra para as vossas máquinas.

Obrigado Hugo!


terça-feira, maio 06, 2008

Bicicletas dos Leitores: Fernando e a sua Ciclone Club Run

Inspirado num blogue irmão, o Copenhagenize.com, inicia-se aqui a nova rubrica dedicada às Bicicletas dos Leitores. Um espaço que pretende servir como montra dos mais diversos gostos, estilos, preferências, hábitos, etc. No fundo, este espaço será apenas aquilo que os contributos dos leitores deste blogue fizerem dele, e nada mais.

Usem-no para divulgar as vossas preferências, revelar soluções brilhantes e inovadoras que vos permitam, sei lá, transportar um barril de cerveja. Sirvam-se dele para exibir as vossas máquinas, ao estilo mais tunning ou mais clássico, se forem vaidosos. Podem até querer imortalizá-la neste blogue e com isso evitar futuros roubos (o que eu duvido...), mas usem-no. É vosso!
Começamos com a bicicleta do Fernando, que enviou o seguinte texto sobre a sua nova bicicleta:

"Nascida a 7 de Março de 2008; nome de baptismo: Ciclone club run

Espectacular! Rola que é uma maravilha! Uma verdadeira devoradora de asfalto com habilitações urbanas."

Entretanto acrescentei-lhe os guarda-lamas (com uma pala à frente para proteger dos salpicos em couro e tudo) e dei uma voltinha de 96 Km para os experimentar. Mando-te uma foto da paragem em Xira; não é a minha favorita (o prémio vai para 09_Club Run Boca do Inferno exequo com 13_Club Run Belém_mix) mas é a versão final da Club Run."Outra coisa - o próprio nome Club Run tem uma justificação curiosa (...). Na Inglaterra do pós-Guerra a bicicleta era o meio de transporte por excelência da classe operária. Esses commuters estavam geralmente associados em cycling clubs que ao fim-de-semana organizavam corridas e passeios de bicicleta (v.p.ex. http://www.tweed.cc/index.html e http://www.youtube.com/watch?v=qyz5d3entBw e http://www.youtube.com/watch?v=WGYngjxJP1I); a manhã era reservada às corridas (club runs) e à tarde passeava-se (v.também http://davesbikeblog.blogspot.com/2007/11/british-club-run.html). Junta-se assim o útil ao agradável - a utilização diária e utilização a recreativa da bicicleta. É esse o espírito que o nome da menina - Ciclone Club Run - pretende cristalizar."

segunda-feira, outubro 15, 2007

Bicicleta dell'Arte - Um novo espaço

Inicia-se aqui uma nova categoria no Bicicleta na Cidade. A bicicleta como objecto de arte, a arte e a bicicleta, ou simplesmente a fetichisação do objecto - o valor social que lhe atribuímos. Tudo terá lugar neste espaço. Acreditamos que o simbolismo da bicicleta, e a forma como é usado e manipulado em diferentes trabalhos artísticos, cria uma identidade e estética próprias, assim como a sua presença no espaço público e a diversidade das formas que assume é capaz de alterar profundamente uma cidade e a relação das pessoas com o espaço envolvente.
A bicicleta deve ser vista para lá das suas vantagens eminentemente práticas, tal como acontece com os automóveis. Quando se compra um carro, compra-se um estilo de vida, uma estética, um objecto que nos permite muito mais do que viajar. Com a bicicleta passa-se o mesmo, porém com uma diferença: em Portugal, o valor social, o estatuto, que se atribui a um automóvel é superior ao que se associa à bicicleta. Felizmente já não precisamos de viajar muito longe para ver países e cidades onde esta relação se inverte.

Como nota de boas-vindas deixo duas sugestões de visita, o fotoblogue Cycle Chic - Copenhagen Girls on Bikes, o site 82 fotografias de bicicletas tiradas em 73 minutos em Amesterdão, e o vídeo que se segue, "Bat for Lashes - What's a Girl to Do".

Obrigado a Mário Alves e Narcisicamente

domingo, outubro 07, 2007

Aviso aos comerciantes e industriais de bicicletas

O vídeo que se segue é a apresentação de John Burke, presidente da Trek, no "Taipei International Cycle Show", em Março de 2007.
John Burke deu uma palestra sobre as novas oportunidades e desafios que se apresentam aos fabricantes de bicicletas. Nos últimos 20 anos, as empresas têm investido a maior parte do seu capital em marketing e no desenvolvimento de produtos tecnologicamente avançados. Não descurando a importância destas duas áreas de investimento, John Burke considera que a grande oportunidade da indústria está em promover um mundo mais amigo da bicicleta - "a bicycle friendly world".

O número crescente de obesos nos Estados Unidos e não só, em parte consequência de hábitos sedentários, os elevados níveis de poluição e congestionamento das cidades, resultante do excesso de automóveis, e ainda o facto de mais de metade da população mundial viver em cidades. São estes os desafios do mundo actual para os quais John Burke considera a bicicleta uma solução simples para um problema complicado:
What we really need to understand is this fact: This is the fastest way you can grow this business and the biggest way that we can have an impact on society. Creating a bicycle-friendly world is a very good thing. The bicycle is a simple solution to a complicated problem.

John Burke diz que agora a indústria ciclista deverá apostar noutros mercados para além do lazer e dos produtos topo de gama, que têm sido a principal área de negócio nos últimos 20 anos. No entanto, observa, para investir na bicicleta como meio de transporte serão necessários recursos financeiros e lobbying, ou "bicycle advocacy". Hoje em dia, as marcas de bicicletas investem muito pouco em campanhas de promoção do uso da bicicleta nas cidades. Este é um negócio em expansão e com uma enorme margem de crescimento, diz-nos o presidente da Trek.

Thanks to Bike Commute Tips Blog

segunda-feira, outubro 01, 2007

Transporte de Bicicletas em Autocarros: a opção da Carris

Aproveito para felicitar a Carris pelo novo serviço de transporte de bicicletas em duas carreiras da sua rede.
Quero, no entanto, deixar registado que existem diferentes formas de transportar bicicletas em autocarros. Faço-o não para criticar a opção escolhida pela Carris mas antes para divulgar uma outra possibilidade, que não é necessariamente melhor nem pior. Esta outra poderá, inclusive, vir a ser adoptada pela Carris noutras carreiras em que se coadune melhor com o serviço, seja devido a elevados índices de passageiros ou por constrangimentos inerentes à estrutura dos veículos.

Assim, além do transporte de bicicletas no interior dos autocarros, existem também suportes exteriores. Deixamos aqui alguns exemplos.

segunda-feira, junho 11, 2007

Carta enviada ao professor Marcelo Rebelo de Sousa após declarações no programa "As Escolhas de Marcelo"

O professor Marcelo Rebelo de Sousa, no seu programa de ontem, comentou a participação do candidato do PS à Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, no passeio "Lisboa antiga de Bicicleta", organizado pela Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta - FPCUB - no dia 3 de Junho. Perante as declarações, decidi escrever-lhe a carta que aqui transcrevo na íntegra.

Caro professor Marcelo Rebelo de Sousa,

não pude deixar de me indignar com um dos comentários que proferiu nas notas curtas do seu último programa, no dia 10 de Junho. Citando-o: "Se há cidade onde não faz sentido defender a bicicleta com as sete colinas é Lisboa. (...) Andar de bicicleta em Lisboa, teoricamente é impossível (...)".

Admito que a maioria dos lisboetas, e até dos portugueses, reconhecem-se nas palavras do professor. Porém, como utilizador diário da bicicleta que sou na cidade das "sete colinas", gostaria de lhe deixar algumas notas.

1) Existe uma "comunidade" de ciclistas em Lisboa que, hoje mesmo, circula diariamente por várias zonas da cidade. Digo comunidade porque tem consciência de si própria (pela sua diferença e "exotismo" face aos demais meios de transporte habituais na cidade) e porque participa em campanhas, passeios e outras acções em defesa de uma Lisboa mais amiga da bicicleta.
2) O número de utilizadores de bicicleta em Lisboa tem aumentado de ano para ano. Não havendo dados estatísticos que dêem conta dessa realidade, esta afirmação baseia-se na mera observação da realidade envolvente. Reconheço as limitações deste método mas, à falta de melhor, também não se podem negar as evidências. Perante este crescendo, a questão da possibilidade ou não do uso da bicicleta em Lisboa fica, parece-me, sem efeito.
3) As campanhas, passeios e acções que têm lugar em Lisboa em defesa da utilização da bicicleta não se opõem, regra geral, a nenhum outro meio de transporte, pelo contrário, defendem a inter-modalidade. Haverá quem não tenha dificuldades em subir as (míticas) "colinas" de Lisboa e circule para todo o lado de bicicleta. Porém, o sistema de transportes de Lisboa deverá igualmente contemplar aqueles que optem por outro meio de transporte em determinados trajectos.
O que podemos apreender é o seguinte: a escolha do meio de transporte e do trajecto são decisões exclusivamente pessoais e variam consoante as pessoas (idade, sexo, preparação física, etc.) e as zonas da cidade (uma vez que nem toda a cidade são colinas; por exemplo, do Saldanha até Telheiras, Pontinha, Lumiar ou Campolide a cidade é sobretudo plana).
4) Perante o acima exposto, parece-me incorrecto pôr em causa o esforço de uma comunidade, que luta por melhor mobilidade e ambiente na cidade ou que simplesmente circula de bicicleta, ao desvalorizar a campanha de um candidato às eleições para a Câmara Municipal de Lisboa. É importante ter em conta que nem todos os ciclistas em Lisboa são socialistas nem votarão no candidato António Costa, mas ao referir-se à opção deste candidato de incentivar o uso de bicicletas em Lisboa, usando expressões como "não faz sentido" ou "teoricamente impossível", o professor, como "opinion-maker", retirou força não só ao candidato mas, sobretudo, a um grupo de pessoas já de si marginalizadas.
5) Ainda que lhe pareça "teoricamente impossível" andar de bicicleta em Lisboa, existem pessoas que diariamente põem essa ideia em prática. Como tal, sugiro que procure informar-se melhor sobre o assunto, deixando-lhe algumas sugestões de pesquisa: http://www.fpcub.pt ; http://www.massacriticapt.net/ ; http://bicicletanacidade.blogspot.com/
6) Caso mantenha a sua opinião após consultar estes sites, gostaria que no seu próximo programa fizesse uma ressalva: andar de bicicleta em Lisboa é uma realidade que, apesar de frágil e em processo de afirmação, não deve ser posta em causa nem confundida com qualquer campanha ou programa político que decida apoiá-la. São realidades diferentes, tal como o tráfego de aviões e a defesa da manutenção do aeroporto da Portela o são.

Agradeço antecipadamente a sua atenção.

Melhores cumprimentos,
Ricardo Sobral

quinta-feira, maio 24, 2007

Monty Python - Bicycle Repairman

Super heróis somos todos!
Ou pelo menos não andaremos longe disso. Mas quem é o verdadeiro herói, afinal? O que prima pela diferença ou o que tem super-poderes?
Se for o último abdicaremos de nós próprios. Da nossa capacidade de decidir, fazer escolhas, só ao alcance dos "super-algo".
Se for o primeiro seremos perseguidos, enxovalhados, ridicularizados...até ao dia em que a diferença vira norma. Ou talvez não...só podemos estar seguros da nossa própria autonomia.

É bonito pensar assim? Difícil é ser herói.
Para os que querem ser diferentes em Lisboa ainda vão a tempo de começar a andar de bicicleta. Ao ritmo a que têm surgido novos ciclistas, porém, rapidamente virarão norma e terão de procurar novas formas, mas já agora continuem com a bicicleta!



A propósito do herói mecânico, aproveito para relembrar que também isso está ao alcance do comum dos mortais. Da lista de sites (ver na barra de links) que ensinam a fazer os mais variados arranjos aconselho o Park Tool, de fácil navegabilidade e muito completo.