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segunda-feira, outubro 22, 2007

Acessórios: espelho retrovisor

Longe de ser um acessório indispensável, o espelho retrovisor na bicicleta tem algumas vantagens.
Essencialmente, o espelho retrovisor permite ao ciclista evitar o eventual incómodo de espreitar por cima do ombro para olhar para trás, mas regra geral, esta técnica é fácil de executar.

A bicicleta é o veículo que oferece melhor visibilidade periférica, porque permite olhar por cima dos automóveis e dos automobilistas e por não obrigar o ciclista a usar um capacete de mota, que reduz a visibilidade lateral e a percepção de ruídos. Deste modo, é fácil para um ciclista perceber quando se aproxima um carro, seja devido ao ruído do motor, seja graças ao alcance da sua visibilidade.

Olhar por cima do ombro, esquerdo ou direito, para verificar a presença, distância e velocidade de veículos que se aproximam pela nossa traseira, não é difícil embora requeira alguma prática. A maior dificuldade sentida por um principiante é ao nível do equilíbrio, desviando a sua trajectória sempre que olha para trás, mas rapidamente se adquire essa capacidade.

Quando seguimos por uma estrada nacional, onde as velocidades praticadas são mais elevadas que nas cidades, o que recomenda igualmente uma margem de segurança maior entre os veículos motorizados e as bicicletas, o uso do espelho retrovisor torna-se mais importante. O mesmo se aplica aos casos em que transportarmos muita carga na bicicleta, quer esteja apoiada na traseira ou no guiador, por exemplo numa viagem longa. O peso extra da carga altera a condutibilidade da bicicleta e se não estivermos habituados podem dar-se alguns desequilíbrios.
Quando se circula dentro das cidades é mais fácil olhar por cima do ombro, dispensando assim o espelho retrovisor.

Para as pessoas que tenham dificuldade em olhar para trás, o espelho pode ser um bom aliado, mas devemos ter em conta que a trepidação de uma bicicleta é superior à de um carro e que a imagem reflectida muitas vezes não será a melhor.
Obrigado a Escola de Bicicleta.

terça-feira, julho 03, 2007

Estacionamento, Cadeados e Prevenção de Roubo

Existem actualmente alguns locais dedicados para o estacionamento de bicicletas em Lisboa mas, na verdade, são muito poucos. Além da pouca quantidade de parques próprios, alguns deles não são os mais seguros dada a sua forma não permitir prender mais do que uma roda da bicicleta, e o resultado pode ser este...
fonte: http://www.fpcub.pt/

Felizmente a Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) recomenda parques de estacionamento com tipologia em U invertido, o que permite prender ambas as rodas e o quadro da bicicleta. A maior parte dos parques públicos existentes na cidade são deste tipo embora existam muitos outros, talvez em maior número, que seguem a tipologia da foto acima e podemos encontrá-los junto de edifícios públicos (sobretudo nas Universidades) e edifícios privados.
Estação de Metro - Entrecampos

Faculdade de Letras - Cidade Universitária

Uma vez que não há muitos parques de estacionamento é necessário pensar em alternativas. A bicicleta é um veículo que ocupa pouco espaço e como tal é fácil estacioná-la "à porta" de qualquer local - o chamado estacionamento porta-a-porta, que é sem dúvida uma das vantagens da bicicleta e permite-nos chegar mais rápido ao destino. Estacionar à entrada do local de trabalho, do supermercado, do restaurante ou do bar tem também a vantagem de nos permitir ver mais facilmente e com frequência se alguém está a tentar ou planeia roubar a bicicleta.

Os locais mais usados para prender bicicletas em Lisboa são os postes de sinalização vertical, candeeiros de rua, semáforos, gradeamentos e as barreiras junto aos passeios. Estes suportes existem por toda a parte e são relativamente seguros, embora no caso dos postes de sinalização vertical seja conveniente testar a sua firmeza (muitos têm a base solta e podem ser deitados abaixo facilmente). O importante é garantir que todas as partes da bicicleta estão devidamente protegidas - rodas, quadro e selim.
Poste sinalização vertical

Barreira junto ao passeio

Cadeados
Há poucas certezas universais, mas uma delas é esta: nenhum cadeado é 100% seguro. Quando compramos um cadeado novo devemos ter em conta vários factores: o peso extra que estamos dispostos a carregar, a qualidade da bicicleta, os locais onde a estacionamos habitualmente e o tempo que permanecerá em cada sítio. O preço a pagar pelo cadeado deve ser pensado em função destas variáveis.

Os cadeados mais comuns à venda em Portugal podem ser divididos em dois tipos: os de corrente ou cabo de aço e os rígidos, normalmente uma barra de ferro em forma de U. É claro que estes últimos são mais seguros mas também mais pesados e caros.
Contudo, antes de optarmos por um destes tipos de cadeado devemos ter em conta outro factor: muitos dos roubos de bicicleta acontecem forçando o canhão da fechadura, e não cortando a corrente ou cabo. É importante testar a resistência do canhão e ver qual o tipo de chave que usa:
Canhão de chave normal - em geral são menos resistentes

Canhão de chave tubular - é mais difícil forçá-los através da fechadura

Prevenção de Roubo
Uma vez que os cadeados nunca são 100% seguros, o melhor que podemos fazer é reduzir as probabilidades de roubo. Ter um bom cadeado ajuda a preveni-lo. Ter dois cadeados também, se usados em articulação para prender as rodas, o quadro e o selim. Se substituirmos os fechos rápidos das rodas e do selim, com que muitas bicicletas vêm de origem, por apertos normais de parafuso ou por um sistema de chave própria, a bicicleta torna-se menos tentadora e inclusive poderemos abdicar de prender essas partes com o cadeado.

O importante é tornar a bicicleta visivelmente pouco tentadora. O último modelo de uma boa marca exigirá sempre maior aparato de segurança que uma bicicleta vulgar e já com alguma ferrugem...
Estacionar a bicicleta em ruas movimentadas é outra forma de reduzir o risco. Se houver muitos peões no passeio será mais difícil ao assaltante não ser visto.

Por fim, há que ter em consideração que quanto mais bicicletas existirem, maior a probabilidade de haver roubos, como está provado noutras cidades. Por outro lado, quando há várias bicicletas estacionadas num mesmo local, uma das formas de prevenção de roubo passa a ser o termo de comparação - basta que a nossa bicicleta esteja mais protegida do que as que estão à sua volta para reduzir substancialmente o risco de ser roubada.

quinta-feira, outubro 05, 2006

De bicicleta para o trabalho: a bicicleta

À partida qualquer bicicleta serve para andar na cidade: montanha, corrida, híbridas e, claro, urbanas. O mais importante é que se sinta confortável com a sua bicicleta.

No caso de querer adquirir uma nova dirija-se a qualquer loja de bicicletas, não é necessário que seja muito especializada. Pense no tipo de uso que fará com a bicicleta: quantos quilómetros vai percorrer em média diariamente, o que terá de transportar consigo, quais as condições climatéricas prováveis, etc. Procure saber junto do vendedor a bicicleta que melhor se adapta a si e ao seu tipo de uso. Confira o tamanho do quadro, é essencial para que se sinta confortável.

Exemplos de bicicletas adaptadas à cidade

bicicleta híbrida

bicicleta montanha

bicicleta montanha adaptada

bicicleta dobrável

Algumas limitações

É provável que se depare com um problema comum em Portugal: terá à sua escolha um vasto leque de bicicletas de montanha e de corrida a vários preços mas pouca variedade de bicicletas urbanas ou híbridas. Pode dar-se o caso de encontrar apenas um modelo disponível em algumas lojas, mas não desanime e se não gostar do que a loja tem para lhe oferecer procure outra. Não desista nem se acomode a uma bicicleta se não se sentir totalmente satisfeito.

Não compre uma bicicleta de montanha apenas porque existem muitas na loja e o vendedor lhe recomendou uma, nem se deixe seduzir pelas bicicletas mais caras. Existem muitas BTT (Bicicleta Todo-o-Terreno) no mercado com preços para todos os gostos e é normal que lhe aconselhem a compra de um qualquer modelo porque, na verdade, não existem muitas alternativas, qualquer que seja a loja. As bicicletas de montanha adaptam-se relativamente bem ao uso urbano mas não são as mais indicadas para isso. Se optar por uma destas bicicletas, deverá ter em conta as seguintes questões:

Os pneus largos provocam maior atrito no asfalto e obrigam-no a fazer mais força ou a andar mais devagar. O relevo que esses pneus possuem está desenhado para aderir melhor a um piso irregular e de terra, mas são absolutamente desnecessários no asfalto, tornando a viagem desconfortável. Além disso, no que toca à resistência contra furos, a diferença não justifica a escolha. Os pneus de BTT são mais resistentes porque a probabilidade de se furarem também aumenta em condições mais adversas.

Os quadros das BTT podem ter algumas limitações se quiser colocar uma bagageira, para transportar carga na parte de trás da bicicleta ou à frente. O mesmo se aplica aos guarda-lamas, apesar de haver muita variedade de modelos para estas bicicletas, nem todos são suficientemente eficazes para protegê-lo, pelo que não é recomendável se quiser ir para o trabalho num dia de chuva.

As BTT e todo o material com que vêm equipadas estão vocacionados para uma utilização em condições extremas, trata-se de material de alta qualidade e na cidade não se justifica tal aparato. Os travões de disco, por exemplo, são caros e mais difíceis de afinar. Procure acima de tudo sentir-se confortável com a sua bicicleta e para isso não é preciso gastar muito dinheiro.

Mudanças

O número de mudanças que uma bicicleta deve ter depende muito de utilizador para utilizador. Numa cidade como Lisboa convém que se tenha algumas mudanças embora isso não seja de todo obrigatório, há quem utilize bicicletas sem mudanças em Lisboa. Qualquer bicicleta com 27, 24, 21, 18 e 16 mudanças serve na perfeição. As bicicletas com 5, 6 e 7 mudanças, que normalmente são urbanas, também servem perfeitamente. Existem ainda modelos com 3 mudanças para os quais há que ter em conta que exigem maior esforço do utilizador uma vez que possuem menos opções.

O princípio geral é que quanto mais mudanças tiver, mais opções possui. Mas demasiadas mudanças fazem pouca diferença e obrigam-no a percorrer vários discos para passar da mudança de arranque para a mudança em que circula mais depressa. E, acredite, não são precisas muitas mudanças para circular em Lisboa mesmo nas ruas mais íngremes. A escolha é sua!

Conclusão: acima de tudo, o conforto

O mais importante numa bicicleta para uso quotidiano é o conforto e isso depende de pessoa para pessoa. Procure ir de encontro às suas necessidades, procure sentir-se bem com a sua bicicleta e terá uma viagem muito mais agradável! Não é necessário comprar o último modelo nem a bicicleta mais cara, o meio urbano é pouco exigente.