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sexta-feira, outubro 24, 2008

Outono Azul



Avenida 5 de Outubro

Esta é uma das manobras que os ciclistas de Lisboa têm que executar com maior frequência: passar veículos estacionados em segunda fila. À falta de fiscalização eficaz por parte das polícias e da Câmara Municipal, compete-nos denunciar sempre que possível esta situação e, mais importante, saber contornar o problema sem nos colocarmos em risco. Na foto vemos a manobra ainda em progresso, mas sem dúvida no bom caminho, com a ciclista a mudar para a via da esquerda. Correríamos um risco desnecessário se tentássemos passar entre o carro em segunda fila e a linha tracejada. De um lado existe a possibilidade da porta se abrir de repente e dada a nossa proximidade do carro o condutor não conseguiria ver-nos no retrovisor (ângulo morto). Do outro lado deixaríamos a via livre para os condutores passarem à velocidade que entendessem e sem se preocuparem com a margem de segurança que devem dar ao ciclista.

Segurança à parte, eu gosto desta foto! A ciclista talvez vá de encontro ao conceito "La Redoute" de "hippie chique" (embora este termo seja bastante universal e muito usado para além daquela revista) mas a mim parece-me que há algo mais genuíno aqui. A moda hippie chique é algo que tenho dificuldade em digerir por se tratar, julgo, de uma apropriação vazia de acessórios e padrões por uma classe pouco hippie e (não necessariamente) muito chique.

Deixando a moda, seja ela hippie, seja chique ou quer seja a junção das duas, esta bicicleta fica muito bem em qualquer estilo. O tom do azul é fantástico!


quarta-feira, outubro 01, 2008

Lisbon Calling



Estação de Santa Apolónia, Setembro 2008

Publicidades à parte, uma bicicleta chama-me à atenção. Não é por acaso que faço este blogue e, porquanto isso implica, não seria de esperar outra coisa que não esta: assim que tive conhecimento da existência de uma bicicleta publicitária defronte à estação de Santa Apolónia através do Paulo Santos fui até lá registá-la.

O potencial publicitário da bicicleta não foi descoberto agora, nem sequer em Portugal onde já se vê disto, pelo menos, desde que apareceram as BUGAS em Aveiro (consulte aqui as condições se estiver interessado em publicitar algo). Fora de portas, eu próprio já o tinha comprovado há uns anos atrás na Dinamarca, nessa altura ainda em jeito de novidade para mim.

Aarhus, Dinamarca (2004)

A bicicleta verde, que se destaca nesta foto quer pela cor quer pelos cartazes nela afixados, anunciava então o festival "Kulturama 04" em frente de um dos edifícios da Universidade de Aarhus, a segunda cidade da Dinamarca. Existem muitas possibilidades para colocar publicidade em bicicletas, umas mais criativas, outras quiçá mais eficazes. Existem até, imagine-se, bicicletas que andam e fazem publicidade ao mesmo tempo!... Note-se, porém, que neste particular não interessará ao agente publicitário evitar que a sua bicicleta-mupi fique rodeada por outras "normais". O importante é marcar a diferença. E, passando agora à publicidade (gratuita), é isso que a Lisbon Calling Hostel parece querer fazer, com bicicletas...



Muito embora o público alvo desta campanha não seja directamente os habitantes de Lisboa, não me parece que esta bicicleta tenha passado despercebida aos que por lá passaram.


sábado, setembro 20, 2008

África Minha


É sempre um momento especial quando a lista de blogues relacionados com o Bicicleta na Cidade cresce, mais ainda quando se adiciona um país que ainda não estava representado, quanto mais um continente!

O Hugo Jorge iniciou há um mês o The Mozambique Bike Culture Blog e tem publicado fotos e artigos com dados interessantes sobre o uso quotidiano da bicicleta em Moçambique. Escreve em inglês para chegar a um universo maior de leitores, nomeadamente aos vizinhos da África do Sul (embora isto seja dedução minha e não do Hugo) e restantes english speakers around the globe.

Os discursos que se produzem em países desenvolvidos sobre a promoção do uso da bicicleta estão invariavelmente relacionados com a temática do desenvolvimento e do progresso, ainda que alguns não o façam de forma explícita. Nestes países, onde se inclui Portugal, associa-se a bicicleta a uma era pós-automóvel, a um recuperar do espaço público pré-automóvel (agora renovado e modernizado) e a valores ambientais e de saúde como forma de combater doenças associadas ao desenvolvimento, seja a obesidade, problemas respiratórios, entre outras que compõem uma vasta lista.

Estes discursos não são interpretados nem acolhidos com o mesmo sentimento de compreensão em todo o mundo. Ao contrário do que é apregoado por alguns críticos da globalização homogeneizante, todo o produto cultural é alvo de uma filtragem, apropriação e reinterpretação de significado(s) durante a sua viagem do país de origem até ao país de destino. Como tal, a sensibilidade para acolher um determinado tema varia de país para país, entre regiões, cidades e locais diferentes, dependendo de factores como a experiência quotidiana da comunidade, o seu imaginário comum, a religião (ou ausência desta) e a memória colectiva.

Por tudo isto é diferente falar de bicicletas em Portugal e Moçambique, na Índia ou na China. Sobre este último país, hoje escreve-se que o seu estrondoso crescimento económico tem contribuído para um aumento do número de automóveis a circular e a consequente diminuição do número de bicicletas. Um processo idêntico ocorreu por toda a Europa, em momentos diferentes e a velocidades distintas de país para país, sendo que no caso português foi sobretudo durante as décadas de 1980 e 1990 que se assistiu ao boom do automóvel privado e à marginalização do uso quotidiano da bicicleta. Tudo isto ocorreu em nome do progresso e do desenvolvimento, como eram vistos então por governantes e cidadãos.

Para nós europeus, esta associação desenvolvimento=uso privado do automóvel e vice-versa já não faz muito sentido nos dias que correm, especialmente depois de termos experimentando na pele os seus efeitos negativos, ou estarmos ainda a passar por eles (caso português). No entanto, não se pode exigir a quem nunca tenha vivido esta realidade que compreenda a "sensibilidade ambiental europeia" ou outras sensibilidades europeias que tais. A pergunta que deve ser feita é: como desmitificar a ilusão criada ao longo do século XX de que usar o carro é sinónimo de desenvolvimento e a bicicleta não? Desiludam-se os iluminados, pois esta pergunta deve ser formulada em todo o mundo, desenvolvido ou não. O que poderá ser diferente são as respostas a dar-lhe em cada país, região ou cidade. É de esperar, aliás, que assim seja.

No caso de Moçambique, um possível contributo de resposta poderá ser a leitura do livro "Há Mais Bicicletas - mas há Desenvolvimento?" que o Hugo apresenta neste blogue dizendo que se trata de uma visão crítica sobre o desenvolvimento desse país fazendo ainda a ligação ao papel que as bicicletas têm tido nesse processo. O livro foi lançado recentemente e teve cobertura mediática. Como não conheço o seu conteúdo, limito-me a referir a sua existência.


quarta-feira, setembro 10, 2008

Setembro


Avenida Dom Carlos I

De volta do verão, convém esclarecer que esta foto retrata um amolador lisboeta e não um viajante regressado. O Bicicleta na Cidade, apesar do retiro para férias, esteve atento ao que de mais interessante se passou durante a silly season. Não havendo muito por onde escolher, chamou-me a atenção o aumento da criminalidade (ou terá sido o reduzido número de fogos florestais para noticiar que a fizeram aumentar?...), sobretudo aquele que vem sob a forma de car jacking.

(retirado daqui)

Embora o car jacking e a notícia do seu aumento nas cidades portuguesas não seja um exclusivo do verão, como a época é farta em notícias light fui impelido por um menor número de calorias no meu cérebro a procurar histórias relacionadas com bike jacking. O resultado da pesquisa Google condiz com o espírito da época - fácil de digerir, corriqueiro, silly. Além deste cartoon, há também vídeos amadores no Youtube com situações encenadas de bike jacking, todos eles muito fracos do ponto de vista cinematográfico e da própria acção, não devendo sequer ser analisados sob esse prisma. Sem muito por onde escolher, mas cheio de vontade para o fazer, optei por mostrar este vídeo. Trata-se do meu preferido graças à sua capacidade de sintetizar todos os outros sem grandes complicações.



Não era de esperar grande coisa, apenas o suficiente para ficarmos com a certeza de que o bike jacking é uma arte menor. Com isto dou por encerrado o período de férias, antes que comece uma das melhores semanas do ano para quem anda de bicicleta. Costuma ser durante a Semana Europeia da Mobilidade - de 16 a 22 de Setembro - que são anunciados novos avanços nesta matéria, a da mobilidade em geral e da sustentável em particular. O Bicicleta na Cidade dará a conhecer as novidades ao longo dessa semana.


segunda-feira, julho 07, 2008

Para ir às compras e não só


Praça Duque de Saldanha

Eis um cesto prático para quando se quer usar e também para quando não se quer. Apoia-se na bagageira, tira-se e volta-se a colocar. Simples. Fácil de encontrar à venda (pelo menos na Decathlon). O substituto perfeito do cesto dianteiro apoiado no guiador, para quem não aprecia, ou o complemento ideal deste, para quem anda muito carregado.


quarta-feira, julho 02, 2008

De volta à Praça das Flores



Este é o ciclista que eu persegui desde a Rua de São Bento, enquanto tentava tirar a máquina fotográfica. Sempre em andamento, só consegui fotografá-lo quando se preparava para entrar no Jardim da Praça das Flores, agora renovado e devolvido às pessoas depois da polémica ocupação daquele espaço por uma empresa do ramo automóvel. Parece que findo esse festival privado, o novo automóvel que ali foi apresentado deu lugar às bicicletas. Um autêntico Éden...


Era este o panorama no jardim à nossa chegada. Agradeço ao ciclista da foto anterior por me ter "conduzido" até aqui, cenário mágico no centro da capital.


segunda-feira, junho 30, 2008

Fotos dos Leitores: os contributos da Vera


Esta foto foi tirada no arraial LGBT em Lisboa e acho-a fantástica. Tomara as estradas serem locais tão diversificados como o Terreiro do Paço esteve no sábado, ao invés da primazia de um modo de transporte - o automóvel particular - ditar as regras para todos os outros. O aumento da concorrência no asfalto entre diferentes meios de transporte irá também provocar um aumento da diversidade de tipos e modelos de bicicletas a circular. É um facto incontornável que, hoje em dia, as bicicletas de montanha (BTT) reinam sobre Lisboa, das mais baratas de hipermercado até às mais caras feitas em carbono. Não é que eu tenha algo contra isso, embora não use, simplesmente a minha sensibilidade estética faz-me gostar mais de outro tipo de bicicletas, mais urbanas e menos de montanha.

Tanto esta foto como a que se segue foram tiradas pela Vera, amiga fotógrafa que também gosta de bicicletas e já deu alguns contributos para o Bicicleta na Cidade. Vale a pena visitar a sua página no Flickr, eu gosto especialmente da série de fotos de Lisboa.
Esta outra foi tirada na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa - FCUL. Nela vemos estacionadas duas bicicletas Órbita: a tandem "Sintra" e uma "Classic". São ambas de fabrico português e a preços muito competitivos, tendo em conta a qualidade. É uma boa escolha para quem prefere comprar produtos nacionais ou duvida da qualidade do que é made in elsewhere.

Obrigado Vera!

quarta-feira, junho 18, 2008

Os outros pedais da bicicleta

Rua Dom Pedro V - Bairro Alto, Maio 2008

Ninguém toma a sério a bicicleta como eventual substituto do automóvel na crise de energia que atravessamos, que nos atravessa. A bicicleta é resignação, fleuma, ginástica, infância revisitada, revivida (mais como sonho do que como prática), humor, euforia dominical de carolas que vão «pescar» a sua caldeirada a vinte ou trinta quilómetros da cidade. A bicicleta poderá ser a pedalada contestação dos amigos da Natureza. Para nós, os escravos do volante, ela não passa de mais uma ideia que nos faz sorrir. Nada substituirá, no nosso apreço, o automóvel. Nem no trabalho, nem no lazer. Por enquanto... Mas a bicicleta tem outros pedais que não podemos ver. Movido pela necessidade, esse «tubular engonço», como em jeito barroco uma vez lhe chamei, desenrola quilómetros bem menos alegres do que as tiradas que nele sonhamos fazer. A bicicleta pode ser o mundo às costas: serra de carpinteiro, caixa de ferramentas, cesto de padeiro. A bicicleta pode ser a cruz às costas. Para um renovado olhar sobre a bicicleta, aqui transcrevo, sem mais oitos, o «Apelo Angustiante» que há anos, por ocasião das grandes cheias na região de Lisboa, apareceu nos jornais:
«O meu marido saiu de casa no dia 25 de Novembro para procurar trabalho no Carregado ou no Barreiro, levava: uma bicicleta a pedais, caixa de ferramenta de pedreiro, vestia calças azuis de zuarte, camisa verde, blusão cinzento, tipo militar, e calçava botas de borracha e tinha chapéu cinzento e levava na bicicleta um saco com uma manta e uma pele de ovelha, um fogão a petróleo e uma panela de esmalte azul. Como houve as inundações e não tive mais notícias, já estou alarmada e já espero o pior. Estou aflita, eu e os meus dois filhos.»
(Alexandre O'Neill in A Capital, 5 de Fevereiro 1974, compilado em Coração Acordeão, O Independente, 2004 - série Inéditos de Imprensa)

É espantosa a actualidade de alguns pormenores deste texto de Alexandre O'Neill, escrito pouco tempo antes da "revolução das Chaimites", já que falamos de bicicletas e automóveis, que conduziram literalmente à revolução dos cravos, essa sim.
Esse «tubular engonço» como o autor lhe chamou, foi o jeito barroco encontrado para fazer, passe a redundância, o Elogio Barroco da Bicicleta:

Redescubro, contigo, o pedalar eufórico
pelo caminho que a seu tempo se desdobra,
reolhando os beirais - eu que era um teórico
do ar livre - e revendo o passarame à obra.

Avivento, contigo, o coração, já lânguido
das quatro soníferas redondas almofadas
sobre as quais me estangui e bocejei, num trânsito
de corpos em corrida, mas de almas paradas.

Ó ágil e frágil bicicleta andarilha,
ó tubular engonço, ó vaca e andorinha,
ó menina travessa da escola fugida,
ó possuída brincadeira, ó querida filha,

dá-me as asas - trrrim! trrrim! - pra que eu possa traçar
no quotidiano asfalto um oito exemplar!

(A Saca de Orelhas, 1979)

Estes textos foram alegremente copiados do blogue Poesia distribuída na rua, de Rui Almeida. =)


segunda-feira, junho 16, 2008

Bicicleta na Aldeia

Esta foto foi tirada algures a norte do Porto, em pleno caminho de Santiago, em 2006. Esteve a ganhar pó numa das infindáveis pastas do computador e decidi publicá-la agora. Uma imagem "típica", se quiserem, da vida nalgumas aldeias portuguesas. É comum encontrar pessoas mais velhas a andar nas suas bicicletas "retro" (segundo os padrões urbanos que aqui usamos) em todo o litoral do país e mais alguns sítios que excluo por ignorância minha. Não deixa de ser um exemplo das coisas boas que o campo nos oferece e que tanto gostamos de tentar trazer de volta para as cidades. Ou então, vendo noutra perspectiva, uma das coisas boas da vida que durante algum tempo quisemos eliminar das cidades.


segunda-feira, junho 09, 2008

Uma semana quente e descansada

Avenida da República

Nada melhor que uma semana com dois feriados e a temperatura de verão a começar em Lisboa para festejar o Santo António. A semana que começa hoje é por isso uma ode ao descanso e à boa vibe dos dias de verão, mesmo que vá trabalhar.

Naturalmente se associa a bicicleta às zonas balneares de Portugal onde costumávamos passar férias, ou outras que não fossem no rectângulo, ou outras ainda que não eram balneares. Para muitos será também essa a memória que têm dos momentos das suas vidas em que mais andaram de bicicleta. Na verdade, o nosso mapa mental diz-nos:

BICICLETA = férias = calor = praia OU campo OU coisa que o valha = boa disposição = - stress + sexo = felicidade OU o que quer que isso seja.

Andar de bicicleta em Lisboa é, portanto, como trazer o campo para a cidade, a Costa da Caparica e o Meco para a margem norte, os melhores dias do ano para o nosso quotidiano. Não me refiro àqueles que detestam as férias por serem o período do ano em que têm de aturar os putos e ainda o resto da família. Para esses, a bicicleta deve ser apenas "aquela coisa que eu vou ter que pôr no tejadilho do carro antes de me ir embora".

Uma boa semana!

terça-feira, maio 27, 2008

Pausa para o Telemóvel*

Rua das Amoreiras

O ciclista urbano não espera nos sinais vermelhos, passa-os sempre que considera seguro.
O ciclista urbano circula em sentido proibido, para não ter que dar a volta ao quarteirão.
O ciclista urbano não gosta de circular na berma da estrada, gosta de ser visível e ocupar o centro da via.
O ciclista urbano não circula devagar, anda à velocidade certa!

O ciclista urbano encosta ao passeio quando quer falar ao telemóvel.

E ainda dizem que o ciclista urbano não se sabe comportar...

* Duas notas sobre este post: primeiro, não se trata de promover nem incitar os utilizadores de bicicleta a pôr em prática o que acima foi escrito, é apenas a expressão do sentimento de alguns deles. Segundo, o limitado alcance do que aqui foi escrito torna-se ainda mais evidente quando sabemos que muitos ciclistas urbanos nem sequer param para falar ao telemóvel. Outros, inclusive, praticam o sms on wheels, uma actividade cujo nome não está patenteado e que, provavelmente, nunca tinha sido nomenclada. Até agora. =)


segunda-feira, maio 26, 2008

Lisboa, Bicicletas e Jacarandás

Um belo apontamento de cor jaz nas calçadas de Lisboa estes dias. Quando as flores dos Jacarandás começam a cobrir o chão as ruas ganham uma tonalidade diferente, tornando as estradas, os passeios e todos os espaços de circulação mais coesos, como se a segregação das vias não existisse, ou não resistisse perante este manto de flores.

Obrigado a Vera


segunda-feira, maio 12, 2008

Entre-os-Carros

Não é preciso ter uma bicicleta fashion para andar na cidade com estilo, embora ajude. Uma simples bicicleta de hipermercado, normalmente uma BTT daquelas que não aguentaria sair da estrada porque correria o risco de se desmantelar em poucos minutos, já faz toda a diferença quando o cenário à nossa volta está limitado à monotonia do automóvel e seus metalizados.

A ciclista desta foto dá a entender que percebe isso. A mala de senhora, o telemóvel na mão, os fones nos ouvidos...acrescentam algo mais à bicicleta. Eu não aconselho ninguém a usar fones enquanto pedala na estrada, mas na verdade é bastante comum encontrar ciclistas em Lisboa que o fazem. Talvez eles tenham outra opinião.

Se quiser comprar uma bicicleta que condiza melhor com a sua roupa, veja aqui o que deve ter em conta para poder pedalar confortavelmente e com estilo.


sábado, maio 10, 2008

Fim-de-semana no Bairro Alto

A Rua da Escola Politécnica, onde foi tirada esta foto, seria um paraíso para as bicicletas se o piso estivesse em melhor estado, entenda-se, com menos buracos e irregularidades. Isto porque permite ir do Largo do Rato até ao Bairro Alto, passando pelo Jardim do Príncipe Real entre outros locais de interesse, sem ter que subir as ditas colinas. Para quem vem do Marquês de Pombal, este percurso permite chegar ao Chiado e ao Largo Camões subindo apenas a Avenida Braamcamp, que não custa nada...mesmo para um principiante.

Os carris do extinto Eléctrico 24, que muitos querem ver reactivado (o que seria uma óptima ideia sobretudo para libertar o Eléctrico 28 da já sufocante e crescente procura turística) mantêm-se no local e não são um problema para os ciclistas desde que se tomem as necessárias precauções para evitar encarrilar a roda da bicicleta (atravessar com a roda a 40º dos carris). Aliás, os carris até podem vir a dar uma grande ajuda às bicicletas no futuro, se o Eléctrico 24 for reactivado e os responsáveis da Carris permitirem o transporte de bicicletas desde o Cais do Sodré, facilitando a subida da Rua do Alecrim até ao Chiado, da Rua da Misericórdia, da Rua de São Pedro de Alcântara...até chegar à Rua da Escola Politécnica. Pensem nisso, se estiverem a ler!

Para quem costuma sair à noite no Bairro Alto, a Rua da Escola Politécnica é uma óptima forma de lá chegar evitando a confusão do Chiado, do Metro e de quem procura lugar para estacionar o carro no Largo Camões. É também um óptimo local para estacionar a bicicleta - visível e movimentado q.b. sem se tornar excessivo como dentro do Bairro Alto.

Para quem gosta de usar capacete, o ciclista desta foto dá-lhe uma sugestão alternativa (de bom gosto!) ao formato mais standard desse objecto, para que possa usá-lo com estilo enquanto vai para o Bairro Alto, por exemplo.


sexta-feira, maio 09, 2008

Ontem e Hoje: Bicicletas em Lisboa

Abril de 2008
É escusado dizer que a bicicleta é uma presença recente nas ruas de Lisboa. Há que reconhecer, no entanto, que ela perdeu muito do seu protagonismo com a ascensão do automóvel, ao ponto de quase nos termos esquecido dessa memória e lançar por vezes a pergunta "será que é possível?"

Em muitos aspectos do quotidiano, julgo que estamos a (re)aproximar-nos do que eram as cidades nos finais do século XIX e início do século XX, antes do uso generalizado do automóvel e do petróleo como fonte primária de energia. Foi nessa época que se construíram os elevadores de Lisboa - da Bica, da Glória, de Santa Justa e do Lavra - facilitando assim o trânsito pedonal. A bicicleta também terá contribuído para a engrenagem que motivou o crescimento das cidades e o surgimento de um novo modo de vida a que hoje, pomposamente, chamamos "cosmopolita".

Setembro de 1918
Benoliel, Joshua. "Forças policiais em exercícios". Arquivo Municipal de Lisboa - Arquivos Fotográficos.


quarta-feira, maio 07, 2008

Eu amo Lisboa

Foto tirada na Massa Crítica de Lisboa, em Abril de 2008

A cidade ganha um brilho diferente sempre que passa um/a ciclista. Sobretudo quando a bicicleta em que viaja nos inspira alguma novidade, como estes alforges floridos. Nunca tinha visto tal coisa por estas bandas, nem noutro lado. O Jardim do Príncipe Real, em fundo, acrescenta à foto quelque chose que je ne sais quois. Talvez aquela magia de um jardim que para efeitos de uso político está decadente e para quem não consegue passar sem ele está lá, como sempre esteve.

O cartaz vale por si e demonstra algum potencial da bicicleta para fazer publicidade. Eu amo Lisboa!

quarta-feira, outubro 24, 2007

Fogos em San Diego, Califórnia

Lamento não poder disponibilizar a imagem aqui no blogue, uma vez que está protegida por direitos de autor.

in Público.pt

24.10.2007 - 10h32
Chamas mais rápidas

Na região de San Diego, na Califórnia, os bombeiros não têm tido mãos a medir nos últimos dias. E perante a vaga de incêndios, que leva três dias, existem sempre locais que acabam por ficar entregues a si próprios perante as chamas. Como o caso desta propriedade perto da auto-estrada de Del Dios. Cerca de 300 mil pessoas foram obrigadas a abandonar as suas casas. Foto: Mario Anzuoni/Reuters